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Siri e reconhecimento facial: superpoderes que aplicativos nos darão no futuro

Os aplicativos nos dão superpoderes. E no futuro, esse superpoder pode ser algo como uma base de dados com as informações de todas as pessoas: bastando apontar o celular para o rosto de alguém, você obterá, em seu dispositivo, o cartão de visitas dela e terá acesso a todas as informações que ela dispuser na rede. A afirmação e previsão foram feitas na noite da última terça-feira (31/01) pelo sócio-diretor da Fingertips, Ricardo Longo.

“Vivemos a mesma quebra de paradigma de quando chegou a internet, na década de 90”, explicou Longo. A Fingertips foi primeira empresa brasileira a lançar um aplicativo da App Store, motivo pelo qual foi escolhida para participar do lançamento do The App Date no Brasil, evento de origem espanhola que promove, uma vez por mês, encontro entre desenvolvedores de aplicativos móveis, designers e investidores.

“90% das pessoas passam as 24 horas do dia com o celular a menos de um metro de distância de si. Este é o começo da robotização dos seres humanos – o que é muito bacana”, afirmou.

De acordo com o executivo, a tecnologia de Inteligência Artificial alinhada ao conceito de reconhecimento facial e de compreensão semântica da voz humana já deram o primeiro passo com a Siri, software presente no iPhone 4S que consegue entender a linguagem humana, sendo muito mais do que um simples comando de voz. Concorrentes já se adiantaram, entre eles Google e Microsoft, que prometem a mesma funcionalidade do programa inteligente da Apple.

Para que sejam desenvolvidos aplicativos específicos para trabalharem em um ambiente Siri, é preciso um tempo – que nem precisa demorar tanto para passar. Como programas de Inteligência Artificial precisam de um complexo servidor com dados, não são todos que conseguirão ter um aparato como este para embasar suas criações. Desta forma, desenvolvedores aguardam iniciativas abertas parecidas com o proposto pela Siri ou, ainda, APIs que façam a conexão entre o software da Apple e o aplicativo.

“São questões que dependem de uma tecnologia muito parruda, mas que muito em breve, se não existem, vão existir empresas preocupados com isso – ou até mesmo de graça, em alguns casos”, previu.

 

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