Categories: Notícias

SindiTelebrasil contesta estudo da OpenSignal sobre 4G no Brasil

O SindiTelebrasil, sindicato que representa as operadoras no Brasil, contestou o relatório semestral da consultoria OpenSignal, divulgado na última quarta-feira (18/01), que aponta que o 4G no Brasil ganhou velocidade, mas o acesso LTE ainda é limitado. O sindicato divulgou nota com esclarecimento a respeito de seis questões.

Entre outras observações, a entidade destaca que o levantamento da Opensignal é realizado por meio de um aplicativo próprio, instalado em smartphones, e que considera a área geográfica na qual é feita a medição. “Tal premissa indica a possibilidade de medições em áreas onde não há obrigação de atendimento ou mesmo a oferta comercial do serviço em 4G”, diz a nota.

Outra observação feita pelo SindiTelebrasil é é que, conforme estabelecido pela Anatel, a cobertura da disponibilidade do serviço em redes 4G deve ser garantida pela prestadora em 80% da área da sede do município atendido. “Ou seja, medições para o relatório da OpenSignal podem ter sido feitas em municípios sem cobertura de 4G ou em áreas de municípios com cobertura, mas nas quais a tecnologia de quarta geração ainda não está disponível, segundo critérios estabelecidos pelo órgão regulador e dentro das obrigações legais de cobertura.”

Confira a nota do SindiTelebrasil na íntegra:

Sobre levantamento da consultoria OpenSignal, divulgado ontem e hoje por veículos de informação no Brasil, o SindiTelebrasil esclarece que:

i. Numa análise geral do levantamento, entendemos que a consultoria identifica avanços e pontos relevantes na prestação do serviço de banda larga móvel em quarta geração (4G). Entre esses pontos, destacamos que o relatório demonstra que as prestadoras brasileiras de serviço celular oferecem uma velocidade média de navegação em 4G de 19,7Mbps, 2Mbps superior à média mundial.

ii. Importante destacar, porém, que o levantamento da Opensignal é realizado por meio de um aplicativo próprio, instalado em smartphones. A própria consultoria (e as matérias que reportam dados do levantamento) ressalta que não considera a área geográfica na qual é feita a medição. Tal premissa indica a possibilidade de medições em áreas onde não há obrigação de atendimento ou mesmo a oferta comercial do serviço em 4G.

iii. Essa possibilidade tem impactos importantes na medição de disponibilidade, uma vez que a tecnologia de quarta geração no Brasil está presente em 1.158 municípios, nos quais vivem 66,4% da população brasileira. Essa cobertura atual supera em quatro vezes a obrigação estabelecida pelo edital do 4G da Anatel, que é de 288 municípios até o fim de 2016. De janeiro a novembro de 2016, o crescimento do número de municípios com cobertura de 4G foi de 147%. No período de 12 meses, foram 748 novos municípios cobertos, um aumento de 182%.

iv. Conforme estabelecido pela Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), a cobertura que caracteriza a disponibilidade do serviço na tecnologia 4G deve ser garantida pela prestadora em 80% da área da sede do município atendido. Ou seja, medições para o relatório da OpenSignal podem ter sido feitas em municípios sem cobertura de 4G ou em áreas de municípios com cobertura, mas nas quais a tecnologia de quarta geração ainda não está disponível, segundo critérios estabelecidos pelo órgão regulador e dentro das obrigações legais de cobertura.

v. As metas de qualidade de serviço estabelecidas pela própria Anatel no Brasil, que incluem a disponibilidade de conexão para banda larga móvel, são atendidas pelas prestadoras, como mostram medições regulares feitas pela Agência.

vi. Sempre vale lembrar que a prestação de serviços através da tecnologia 4G (ou qualquer outra tecnologia baseada em transmissão via rádio) está sujeita a indisponibilidades temporárias em decorrência de obstruções do sinal (por exemplo, em subsolos e elevadores) que não permitem, naquele momento e condição, a manutenção da comunicação. O avanço permanente para mais e melhor cobertura, disponibilidade e velocidade no acesso à banda larga no Brasil é um compromisso das empresas prestadoras do serviço celular no país, que investem a cada ano mais de R$ 25 bilhões para que todos tenhamos acesso a serviços de telecomunicações de qualidade.

Recent Posts

SpaceX, Anthropic e OpenAI enfrentam riscos em possíveis IPOs

SpaceX, Anthropic e OpenAI estão no radar de Wall Street para possíveis aberturas de capital…

15 horas ago

Sistemas legados: como tomar decisões para garantir resiliência em setores críticos

por Eduardo Honorato Falar sobre infraestruturas críticas na Era Digital tem sua própria complexidade dentro…

18 horas ago

Sem equipes preparadas, IA não entrega transformação

A adoção de inteligência artificial (IA) nas empresas não depende apenas da disponibilidade de ferramentas.…

21 horas ago

Cohesity obtém patente para aplicar IA diretamente em dados de backup corporativos

A Cohesity anunciou a concessão da Patente Nº 12.619.501 pelo Escritório de Patentes e Marcas…

2 dias ago

Para Diogo Cortiz, maior desafio da IA é a falta de capacidade crítica para questionar suas respostas

Diogo Cortiz, professor da PUC-SP e doutor em Tecnologias da Inteligência e Design Digital, tem…

2 dias ago

Agentes de IA vão dar “superpoderes” a profissionais de TI, diz DJ Sampath, da Cisco

DJ Sampath chegou aos Estados Unidos há 30 anos com oito dólares no bolso e…

2 dias ago