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Sincronizando favoritos com XMarks

Sincronizando diferentes programas

Vocês, eu não sei. Mas eu tenho instalado nesta máquina que vos fala o Internet Explorer 9, o Firefox 4 e o Chrome 13 (nada contra, mas não sou muito chegado ao Opera). E não apenas aqui: também os tenho instalados nas demais máquinas que uso rotineiramente (e são muitas).

Eu não os instalei por esporte, mas por necessidade. Além de precisar conhecê-los para escrever sobre, os uso frequentemente, indiferentemente e, grande parte das vezes, simultaneamente (agora mesmo tenho uma instância do Firefox aberta em um monitor, com diversas abas abertas referentes ao XMarks, assunto sobre o qual escrevo no momento, e outra do Chrome em outro monitor, ao qual recorro para consultar minhas agendas de compromissos e endereços e fazer consultas eventuais ao Google).

Então, no que toca à sincronização de dados entre programas navegadores, tenho um problema que se desdobra em dois: não apenas preciso manter todos eles sincronizados entre as diversas máquinas que uso como também é necessário fazê-lo também nas diversas instâncias de diferentes programas navegadores instalados em cada uma delas.

E é aí que entra o XMarks, que oferece versões para o Firefox, para o Chrome, para o IE e para o Safari. Todas elas gratuitas.

E, melhor: todas elas acessando a mesma conta do mesmo servidor.

Ou seja: instaladas as respectivas versões do XMarks em cada programa navegador de cada máquina e criada a conta no servidor do XMarks (o que só se faz uma vez, naturalmente), basta ajustar o conjunto para manter todos os favoritos de todos os navegadores de todas as máquinas perfeitamente sincronizados. E esquecer.

Daí em diante, cada alteração será propagada para todos os programas navegadores de todas as máquinas.

Em tempo: todas as versões do XMarks podem ser obtidas no sítio do desenvolvedor.

E, neste ponto, cabe uma indiscrição: no final de setembro do ano passado, Todd Agulnick, cofundador e diretor de tecnologia da XMarks, veio a público para declarar que deveria fechar suas portas em dez de janeiro de 2011. Segundo ele, embora seus serviços continuassem a pleno vapor atendendo cinco milhões de usuários, a empresa não poderia continuar os oferecendo.

E, dizem os analistas (como George Norman neste artigo da FindMySoft), que não foi a incorporação do recurso de sincronização aos próprios programas navegadores o principal fator responsável pelo fechamento, mas a impossibilidade de encontrar um modelo de negócios eficaz. Na verdade, segundo o próprio Todd, a empresa funcionou gratuitamente por quatro anos em busca de um modelo de negócios que a sustentasse. Diz ele que chegou a pensar em instituir uma modalidade “premium”, com serviços adicionais e paga, mas estudos de mercado não comprovaram sua viabilidade. Tentou vender a empresa mas o negócio abortou já em fase adiantada de negociação. Nada mais lhe restava senão anunciar o fechamento (o desenrolar desta triste história, passo a passo, pode ser acompanhado nas edições antigas do próprio blog da empresa).

Felizmente, cerca de dois meses depois, a própria XMarks anunciava que havia sido adquirida pela LastPass. E que, com a aquisição, a XMarks passava a oferecer um serviço “premium”, pago (já falaremos sobre ele) que poderia ser “casado” com os serviços oferecidos pela LastPass (sobre os quais também falaremos) por um custo módico. E que isto viabilizaria a empresa ? que, felizmente, desde então sobrevive firme e forte. Se quiser saber detalhes sobre a aquisição, eles podem ser encontrados na versão atual do blog da empresa. Mas vai ser preciso rolar até o final, posto que sendo a primeira notícia da nova fase, acabou na base do blog.

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