Começando do começo
Como eu disse, no começo o programa não era propriamente um programa. Pelo menos não era uma entidade independente, mas um acessório de outro programa. Sendo mais específico: chamava-se “FoxMarks” e somente funcionava se instalado como “plug-in” do Firefox. Quer dizer: se você usava um computador no trabalho e outro em casa e acessava a Internet em ambos, não precisava se dar ao trabalho de anotar aquele sítio especialmente útil que descobriu em um deles para acrescentar aos favoritos do outro. Bastava instalar o FoxMarks que o programeto cuidava de manter sua lista de favoritos atualizada e sincronizada.
É claro que a ideia é boa. E é mais claro ainda que ideias boas são copiadas. O que justifica a razão pela qual os bons programas navegadores a incorporaram.
Então isto significa que o velho FoxMarks perdeu sua utilidade e desapareceu, como tantos pequenos utilitários cujas funções foram absorvidas pela evolução dos navegadores?
Muito pelo contrário: o programeto mudou de nome para XMarks, evoluiu, cresceu, incorporou novas funções e hoje seu banco de dados já incorpora um acervo de mais de um bilhão e meio de favoritos sincronizados.
Como pode?
Pode porque o XMarks faz o que nenhum programa navegador avulso pode fazer: fuçar os dados dos demais programas navegadores. Explico: em vez se de restringir a um único programa navegador, a conta (gratuita, não custa repetir) criada no XMarks sincroniza os favoritos em praticamente todos os programas navegadores em todo dispositivo onde for instalado. Quer dizer: é uma espécie de sincronizador universal de favoritos.
Explicando como a coisa funciona para que fique mais fácil entender: como o “Firefox Sync”, assim que instalado no programa navegador de um computador, o XMarks solicita ao usuário que crie uma conta pessoal e entre com identidade de usuário e senha. Depois, efetua uma sincronização dos favoritos (ou seja, cria uma cópia da lista de favoritos do programa em seu próprio servidor). E se você usa aquele mesmo programa navegador ? por exemplo, o próprio Firefox ? em, digamos, quatro computadores diferentes, basta instalar o XMarks em cada um deles, fornecer identidade e senha da conta e solicitar que sejam sincronizados. Daí em diante, toda a alteração que você fizer em sua lista de favoritos (por exemplo, adicionar um novo) no Firefox de um dos computadores onde o XMarks foi instalado, será incorporada aos demais.
Neste momento já começo a ouvir os protestos dos leitores mais atentos que perceberam que o XMarks faz a mesma coisa que o “Firefox Sync”. Com a desvantagem que, enquanto o “FirefoxSync” já vem “de fábrica”, o XMarks precisa ser instalado em cada instância do Firefox de cada computador que se deseja manter sincronizado.
E, neste ponto, sou obrigado a concordar com eles. E mais ainda: caso se trate de usuários fidelíssimos do Firefox, daqueles que não usam outro programa navegador nem que a vaca tussa, concordarei até com sua provável afirmação que é muito melhor e mais prático usar o próprio “FirefoxSync” que faz parte do navegador do que instalar um programa adicional em cada computador para fazer a mesma coisa.
Isto, de fato, é verdade.
Mas e quem usa mais de um navegador?
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