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Sim, o Cobol resiste firme e forte

Até hoje, muitas aplicações críticas de negócios de empresas espalhadas pelo mundo ainda são executadas em uma das linguagens mais antigas de programação: o Cobol. O contexto de uso prova que, mesmo com os novos e diversos métodos de desenvolvimento, a ferramenta ainda é altamente relevante no ambiente corporativo.

Segundo pesquisa realizada pela Micro Focus, 70% de toda a lógica e dados de negócios críticos são escritos na linguagem, ainda bastante utilizada por bancos, processadoras de cartões de crédito, seguradoras e no varejo.

Outros números apresentados pelo estudo reforçam a ideia de que o Cobol que ainda está fortemente ativo. Uma prova disso é que 54% dos entrevistados acreditam que a demanda pelo uso da tecnologia tende a crescer ou (ao menos) se manter estável nos próximos dez anos.

A Micro Focus observa que a plataforma agrega um grande valor para as empresas, principalmente pela quantidade de dados que é capaz de processar.

“O maior desafio para os negócios tradicionais é integrar novas tecnologias ao que já foi construído, sem perder o capital investido. Criar uma ponte entre os sistemas legados e o que há de novo, como cloud e mobile, é uma das principais preocupações dos gestores de TI atualmente”, afirma Marcos Damasceno, diretor da provedora.

O executivo listou cinco razões que mantém a solução vantajosa para as empresas.

1. Segurança. De acordo com o executivo, é difícil imaginar que exista uma linguagem com normas de segurança mais específicas que o Cobol. Segundo ele, por ser utilizado em instituições financeiras, desenvolvedores estão trabalhando há décadas em atualizações que consequentemente, o tornaram referência em segurança de dados e informações sigilosas. “Além disso, ele roda apenas em mainframes, computadores menos expostos à web”, adiciona.

2. Performance. Damasceno cita que outro benefício da tecnologia é a possibilidade de processar grandes volumes de dados com extrema rapidez, principalmente as rotinas Batch, aumentando de forma considerável a capacidade de processamento durante a janela reservada para o ciclo.

3. Custos. Na maioria das vezes, os custos associados às aplicações são gastos com as plataformas em que estes sistemas são executados, como mainframes. “Estratégias de migração de plataforma e integração de sistemas sem abandonar a linguagem tradicional tem se mostrado uma estratégia mais eficiente para inovar sem ter um gasto elevado”, garante.

4. Adaptabilidade. Com o passar dos anos, o Cobol se adaptou a outras plataformas de hardware. “É possível reutilizar aplicações que foram escritas há décadas ou a utilizar integrada à novas plataformas como .Net”, ilustra Damasceno, ponderando que a tecnologia tem também excelente compatibilidade com novas tecnologias como cloud e o mobile. “Isto a torna extremamente vantajosa, visto que desenvolvedores podem modificá-la e atualizá-la sem a necessidade de grandes investimentos, conforme necessidade”, adiciona.

5. Dependência operacional. Esse é um fator importante que deve ser considerado ao avaliar a longevidade da tecnologia. Empresas tradicionais como bancos, seguradoras e redes de varejo, construíram seus sistemas em Cobol. Esses legados são parte do núcleo dessas companhias. “Quando consideramos a dependência operacional dos negócios às aplicações, é fácil concluir que o Cobol continua sendo peça fundamental na operação destas organizações”, conclui Damasceno.

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