Você já ouviu falar no termo phablet? Bem, esse dispositivo é mais ou menos o que você ganha ao incluir funcionalidades de telefone celular em um pequeno tablet. E não estamos falando apenas de dados. Parece loucura, né? Mas como já começamos a ver esses produtos no mercado, levantamos uma típica questão com a comunidade de analistas: o phablet faz sentido?
Em alguns casos pode ser que sim. Um dispositivo móvel é o elemento mais visível na cadeia de valor wireless e de informação móvel, tendo em vista que hoje se classifica como device móvel um laptop, um tablet ou um celular. Quando examinamos as diferenças entre essas três classes de aparelhos, descobrimos mais coisas em comum que o imaginado. Existe a combinação usual de processador/memória/componentes e armazenamento, um sistema operacional em qualquer formato e, o mais crítico para nossa proposta aqui, uma tela e alguma metáfora de input, normalmente um teclado físico ou virtual, com algum mecanismo para apontamento, seleção e sensor de gesto, entre outros. Afora as diferentes estratégia e implantações ? muitas visando a melhor interface de usuário -, as maiores variáveis estão no tamanho físico e resolução de tela, além do teclado e mecanismo de apontamento.
Com respeito à tela, em geral, gostaríamos que tivesse alta resolução e boa capacidade para apresentar informações simultâneas e prover uma melhor qualidade de imagem. Mas os pixels não podem ser menores que os definidos pelos limites fixados pelo fabricante da tela e precisam estar em linha com os limites de resolução para os olhos humanos. A Apple chama sua tela de ?display de retina? por razões que vão além do marketing. E a idade natural dos olhos demanda, como qualquer um que chegou aos 40 anos sabe, um display maior ou um bom par de óculos, ou, ainda, talvez com mais frequência, os dois. Assim, a tela maior do phablet pode fazer sentido a partir de alguns apelos entre diversas dimensões.
Tem também a questão do teclado. A técnica de digitas com dois dedos pode funcionar bem no teclado físico e virtual ? se você usa um iPad deve preferir na própria tela. E isso nos leva a uma questão essencial ? tela e teclado maiores significam um device significativamente maior. Mas quão grande esse dispositivo deve ser? Vemos alguns phablets no mercado superando a marca das cinco polegadas contra quatro ou menos dos smartphones mais recentes e isso já extrapola os limites dos bolsos das calças. E aí reside um fator determinante para o sucesso dos phablets. Um device maior que o bolso da calça coloca o mercado masculino imediatamente em risco. Mulheres, claro, quase sempre carregam em suas bolsas. Trocar um celular de três ou quatro polegadas não causará grande impacto, mas duvidamos que os homens vão carregar dispositivos grandes pendurados em seus cintos ou mesmo passarão a usar bolsas por conta do telefone, quer dizer, phablet. E aí temos a conveniência comprometida.
Tem ainda a questão de atender uma ligação, ninguém usará um dispositivo tão grande como um smartphone tradicional. Isso não é um grande problema se você utiliza fones Bluetooth, mas tais fones podem comprometer o uso simultâneo de voz e dados possibilitado pela tecnologia LTE. Sem isso, o fator nerd também está limitado.
Conclusão? Embora esse device não venha desafiar nenhum dos três aparelhos citados no início deste artigo, o phablet provavelmente encontrará seu nicho em alguma vertical ou mercados especializados ? indústria, comércio, estudantes ? e, em alguns casos, até entre usuários finais, principalmente, os adeptos de e-readers com dimensões similares.
Via InformationWeek Brasil
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