As empresas de tecnologia avançaram na agenda de sustentabilidade, no entanto, há muito o que evoluir no âmbito dos relatórios de sustentabilidade. Para Nelmara Arbex, sócia de ESG da KPMG, as organização de TI ainda precisam progredir no que diz respeito à apresentação de compromissos públicos em relação aos grandes desafios da sociedade, como desigualdade e emissões.
De acordo com um recente mapeamento da KPMG, cerca de 83% das companhias de TI elaboram relatórios de sustentabilidade. Percentual semelhante a outras indústrias, mas ainda atrás do nível de publicação atingido pelas 250 maiores empresas do mundo.
Quanto às mudanças climáticas, metade das organizações de TI destacam o fenômeno em seus documentos. Mesmo que esse índice esteja acima da média geral das indústrias (39%), é inferior a marca das grandes companhias globais (56%). O mapeamento da KPGM levou em conta relatórios de sustentabilidade de 5.200 organizações, sendo 311 de tecnologia, distribuídas em 52 países.
“O relatório mostra que foi feito um ligeiro progresso em termos de relatórios e garantia de sustentabilidade no setor de tecnologia, mas ainda há muito a ser feito pelas empresas de tecnologia com relação ao tema”, avalia o sócio de tecnologia da KPMG, Marcos Fugita.
Nesse sentido, a pesquisa aponta que menos de um quarto (24%) delas elaboram relatórios seguindo a seguindo a diretriz internacional TCFD, um grupo de empresas que estimula a padronização e quantificação dos impactos climáticos. Esse percentual é próximo aos 18% apresentados na média geral das indústrias, mas inferior à das 250 maiores empresas do mundo (37%).
Além disso, menos da metade das empresas de TI (44%) vincula os objetivos de redução de carbono às metas climáticas globais e reconhecem a perda de biodiversidade como um risco nos relatórios.
“Há ainda a expectativa de que esse segmento contribua com a agenda mostrando às outras indústrias como utilizar ferramentas tecnológicas e digitais para serem transparentes quando divulgam informações sobre impactos e performance nas áreas sociais e ambientais”, finaliza Nelmara Arbex.
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