Serviços financeiros passarão por inovação radical

A indústria de serviços financeiros precisa enfrentar os efeitos da atual era de transformação digital. A operação das atuais empresas entregando produtos e serviços tradicionais por meio modelos previsíveis não deve prosperar. As expectativas de clientes, impulsionadas pela inovação tecnológica, produzirá uma transformação muito mais radical. Essa é uma das conclusões da pesquisa “30 vozes em 2030 – o futuro dos serviços financeiros” (30 voices on 2030 – the future of financial services, em inglês), conduzida pela KPMG com 30 líderes globais do setor, entre CEOs, reguladores, empresários e associações setoriais, para revelar como os serviços financeiros serão oferecidos em 2030.

“Nesta nova era de serviços financeiros abertos, as fronteiras da indústria desaparecerão, promovendo a efetiva democratização de acesso e a personalização do atendimento. As novas oportunidades estarão em parcerias colaborativas com tecnologias que operem em um ecossistema interconectado, sustentado por um fluxo de dados ágil e sem atritos”, afirma o sócio-líder de Serviços Financeiros da KPMG no Brasil, Ricardo Anhesini.

Pilares da transformação

As previsões de futuro dos executivos consultados pela KPMG abrangem mudanças drásticas em seis pilares: o papel do CEO de serviços financeiros; os modelos de negócios; a experiência dos clientes; o uso crescente de dados e análises; a regulação; e o formato operacional das organizações do setor. Todos os entrevistados destacaram que o mundo será radicalmente diferente em 2030 e que negócios sem agilidade e capacidade de adaptação perderão espaço.

A pesquisa da KPMG também revela que as organizações terão de rever seus negócios, impondo mais foco em resultados, e destaca que algumas das mudanças apresentadas pelos entrevistados são evolucionárias, mas outras são radicalmente diferentes do que há no mercado atualmente. Os serviços financeiros serão cada vez mais interconectados e colaborativos, com destaque para quatro temas emergentes.

O primeiro é que os dados mudarão fundamentalmente os negócios. Ele estará no centro de como esses líderes farão dinheiro em 2030, embora muitos CEOs dos serviços financeiros não estejam percebendo que o atual modelo de negócios precisa mudar rápido.

Em segundo lugar, o relacionamento com os clientes precisa melhorar, sendo fundamental a incorporação dos serviços aos estilos de vida e às fases da vida empresarial para a satisfação imediata dos consumidores. Em 2030, um bom serviço significará transações sem atrito, seguras, rápidas e automatizadas, sendo consideradas mais valorizadas as organizações que saibam satisfazer seus clientes.

O terceiro tema está relacionado com a questão da regulamentação, que se concentrará muito mais em atividades do que na empresa ou pessoa, envolvendo cada vez mais a automação no futuro.

Finalmente, em termos de modelos de negócios, grandes empresas que operam economias de escala conviverão com fornecedores mais ágeis e de nicho, escolhendo atividades individuais dentro de um ecossistema mais amplo.

A pesquisa da KPMG também destacou outros assuntos relevantes que devem estar mais presentes na agenda dos líderes dessas organizações, como inteligência artificial, blockchain, fintechs, insurtechs e regtech.

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