Os ricos de ataques cibernéticos no Brasil e no mundo são eminentes. Nosso País, por exemplo, figura como principal fonte de ataques da América Latina e está entre os top 15 globalmente, segundo o site de vigilância e segurança digital Norse Corp. Diante das ameaças, o seguro contra risco cibernético cada vez mais entra no radar das empresas brasileiras. É o que aposta Caio Timbó, diretor financeiro da LTSeg, corretora especialista em seguros e avaliação de riscos.
No Brasil, o seguro cibernético foi regulamentado há nove anos pela Susep (Superintendência de Seguros Privados) mas, desde então, só 1% das empresas adquiriu o produto. Em outros países a prática já é comum, como nos EUA, onde 20% das empresas já apresentam esse tipo de proteção.
Para Timbó, 2017 trará para as empresas brasileiras a preocupação com a contratação de seguros cyber e, por isso, a empresa tem expectativa de crescimento na casa dos dois dígitos das apólices relacionadas a ameaças cibernéticas. A empresa informa que a procura já tem aumentado, principalmente por empresas de data center (armazenamento e processamento de dados), e-commerce e pagamentos via web.
A LTSeg alerta que o cuidado deve se estender para os setores de logística, saúde, redes de energia e telecom. “Eles também devem estar atentos na contratação deste tipo de seguro, pois são muito sensíveis e qualquer invasão ao banco de dados poderia representar prejuízos significantes”, explica Timbó.
O executivo ressalta também que algumas empresas que lidam diretamente com data center (e assuntos relacionados com banco de dados) têm uma preocupação maior sobre ameaças virtuais, por trabalharem diretamente com isso, e procuram o seguro para ter mais esta camada de proteção. “As demais companhias até reconhecem que estão expostas, mas focam em outras preocupações, e é este contexto que precisa ser trabalhado por conta da ameaça que o Brasil enfrenta”, complementa.
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