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Segurança móvel: cinco dicas essenciais

Há muito tempo empresas de segurança previram que cibercriminosos iriam focar seus esforços em smartphones e tablets. Neste ano a previsão finalmente se tornou realidade para alguns usuários móveis.

Segundo John Dashner, diretor sênior de segurança móvel na empresa de segurança McAfee, “a única maneira de proteger verdadeiramente um smartphone é cercar o hardware, os dados e os apps. Se os três não forem cobertos, não haverá garantias”.

Em um relatório sobre o panorama dos softwares maliciosos para o segundo trimestre de 2011, a McAfee notou um aumento contínuo na quantidade de malwares encontrados pelos usuários móveis, com a plataforma Android tornando-se pela primeira vez a mais visada.

Com os malwares em ascensão, e inúmeros telefones com dados sensíveis a eles ainda sendo o problema número um, os especialistas em segurança dão cinco dicas essenciais para proteger os dispositivos móveis mais populares.

  1. Bloqueie o dispositivo. Perda e roubo de dispositivos continuam a ser a ameaça mais séria para empresas e consumidores. Empresas norte-americanas e europeias perdem, em média, 11 smartphones por ano, de acordo com a Forrester Research. Os consumidores e as empresas preocupados como os dados no telefone deveriam, simplesmente, bloquear o aparelho com senha como primeira linha de defesa, afirmou Andrew Jaquith, ex-analista da Forrester, autor do relatório e que é agora chefe de tecnologia da Perimeter E-Security.Entretanto, a senha precisa ser grande o bastante para que você “possa parear com uma política de autodestruição – a falha de oito tentativas da senha correta deleta os dados do aparelho – para se assegurar que seus dados estejam seguros”.Se o aparelho pode ser remotamente apagado usando software de gerenciamento móvel ou um serviço similar, então a política de autodestruição pode ser mais tolerante.
  2. Evite apps duvidosos. Quase todo peça de software malicioso que infecta um aparelho entrou por meio de um cavalo de troia. DroidDream, o aplicativo malicioso mais famoso, infectou 250 mil telefones Android em março. Os usuários devem baixar somente de lojas de aplicativos confiáveis e se focar nos mais populares, afirmou Michael Sutton, vice-presidente de pesquisa para empresa de segurança em nuvem Zscaler.Apesar de a loja do Google ter oferecido o DroidDream por um tempo, a empresa pode desinstalar automaticamente programas ruins e limpar o telefone do usuários.
  3. Aceite as correções. Como os PCs, os aparelhos móveis precisam ser corrigidos regularmente para eliminar vulnerabilidades. A boa notícia é que as atualizações para o Android são feitas over the air, bastando aos usuários, apenas, aceitar tais procedimentos.Até que o iOS 5, da Apple, chegue aos iPhones, usuários precisam sincronizar seus dispositivos regularmente para terem acesso às atualizações.
  4. Faça backup dos seus dados. É fácil fazer backup de dispositivos móveis, uma característica que os usuários devem usar e abusar.Usuários que fazem backups regularmente têm menos possibilidade de perder dados mesmo que suas empresas tiverem uma política rígida de autodestruição para aparelhos perdidos ou roubados.
  5. Mantenha seu aparelho travado. Finalmente, apesar de algumas razões serem tentadoras para que os consumidores destravem seus aparelhos, os especialistas em segurança aconselham aos usuários não caírem na tentação.Muito da segurança de um telefone está ligada à assinatura de código. O software sandboxing, que destrava o aparelho e remove os direitos digitas de alguma operadora,  enfraquece a proteção do dispositivo.Um passo que os usuários podem escolher é instalar o software de antivírus.Muitas das funções do software são baseadas no modelo de mercado dos apps. Até que as empresas ofereçam mais recursos do que apenas bloquear apps ruins, os consumidores não podem arriscar não ter o software.

Tradução: Alba Milena, especial para o IT Web | Revisão: Adriele Marchesini

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