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Satélite geoestacionário brasileiro irá conectar áreas remotas do País

A presidente Dilma Rousseff, afirmou nesta quarta-feira (23/3) que o satélite geoestacionário brasileiro irá permitir conectar áreas remotas do Brasil por meio de banda larga. “É uma conquista para o País”, disse ela durante visita ao centro de controle do Satélite Geoestacionário de Defesa e Comunicações Estratégicas (SGCD), em Brasília.
Dilma visitou no mesmo dia as obras de construção do centro de controle do satélite, no 6º Comando Aéreo Regional em Brasília. O objetivo do equipamento é levar internet de alta velocidade a regiões longínquas do País, onde ainda não é possível chegar com cabos de fibra óptica, e também será utilizado nas comunicações estratégicas de segurança nacional. A presidente foi acompanhada pelos ministros das Comunicações e da Defesa, André Figueiredo e Aldo Rebelo, respectivamente.
O satélite geoestacionário, projeto realizado por meio da parceria entre os dois ministérios e que será totalmente controlado pelo governo brasileiro, tem previsão de lançamento para um período entre dezembro de 2016 e fevereiro de 2017.
O equipamento está sendo fabricado em Cannes, na França, e começou a ser construído em janeiro de 2014 sob a supervisão da Thales Space, sob contrato com a Visiona, uma joint venture entre a Telebras – estatal federal do setor de telecomunicações – e a Embraer – empresa privada líder nos setores aeroespacial e de defesa. O projeto prevê a transferência de tecnologia e a capacitação de técnicos de diversos órgãos do governo brasileiro.
“Ele vai ser lançado em parceria com a França e é um patamar tecnológico que temos de alcançar. Lançar o satélite, mas, em um segundo momento, sermos capazes de produzir esse satélite no Brasil”, disse Dilma. Os planos são de que um segundo satélite, com previsão de lançamento até 2020, seja construído inteiramente no Brasil.
André Figueiredo ressaltou ainda que o equipamento é uma das ações do governo federal que fazem parte da nova roupagem do programa Banda Larga para Todos, que deverá ser apresentada em abril. Paro o ministro, o satélite é fundamental para atingir a meta de universalizar o acesso à banda larga até 2018, alcançando 95% da população e 70% dos municípios brasileiros. “Onde não for possível chegar com fibra óptica, o satélite fará a cobertura”, explicou.
O lançamento ocorrerá na base de lançamento de Kourou, na Guiana Francesa. O artefato ficará posicionado a uma distância de 36 mil quilômetros da superfície da Terra, cobrindo o território brasileiro e o oceano Atlântico.
Segurança Nacional
Além de internet, o satélite tem o objetivo de trazer mais segurança às comunicações estratégicas e militares do governo brasileiro, utilizando a banda X, faixa destinada exclusivamente ao uso militar. De acordo com o comandante do Centro de Operações Espaciais, coronel Hélcio Vieira Júnior, o satélite vai cobrir todo o território brasileiro, o Atlântico Sul e grande parte da área de interesse do País, do Haiti até a Antártica.
“Militarmente falando, ele vai possibilitar que façamos comando e controle de todos os tipos de ações em que as Forças Armadas estão envolvidas, desde combate a ilícitos nas fronteiras e ajuda humanitária até, se for o caso, ações realmente militares”, disse.
Capacidade
Com um investimento de, aproximadamente, R$ 1,7 bilhão, 5,8 toneladas e capacidade de transmitir 54 gigabits por segundos, o satélite geoestacionário vai operar na chamada banda X, faixa de frequência destinada exclusivamente ao uso militar, além de ser também utilizado para levar internet em alta velocidade, via banda KA, a regiões remotas do país, como a Amazônia.
Hoje, as comunicações militares brasileiras são realizadas por meio do aluguel da banda X em dois satélites privados, ao custo anual de R$ 13 milhões. Quando o satélite SGDC já estiver operando, o Ministério da Defesa vai manter apenas um desses contratos com operadores privados, apenas como garantia em caso de possíveis falhas no SGDC.

*Com informações do Ministério das Comunicações e Agência Brasil

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