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SAS espera avançar em projetos governamentais em 2015

O SAS Brasil fechou 2014 com crescimento geral de 15% (quando se olha apenas novas licenças o avanço foi de 17%), o que elevou a companhia para a sexta colocação no ranking global da empresa. Apesar do bom desempenho, o presidente da fabricante para América Latina, Marcio Dobal, é um pouco cético em relação à posição do País neste ranking dado ao longo caminho em termos de maturidade que o mercado brasileiro tem a percorrer quando se compara com economias como a França.

“A economia ainda não é madura para estratégia de dados, mas por boa execução superamos países mais maduros, mas o mais natural seria estarmos em um nono lugar. Quando nos comparamos com outros emergentes e com os Brics, no entanto, somos disparados o maior”, comentou Dobal, ao comentar resultados com jornalistas em São Paulo.
A surpresa com o resultado não está ligada apenas à posição no ranking interno, mas também ao fato de governo não estar como a segunda principal vertical como acontece em outros países. Na distribuição das vendas do SAS Brasil, o segmento financeiro aparece como responsável por 50% dos ganhos, seguido por telco (25%) e governo (15%).
O bom desempenho das operadoras de telecomunicações vem de um movimento de modernização de plataforma, as quatro grandes investiram forte no último ano, especialmente em visualização de dados. Ainda assim, Dobal avalia que existe a possibilidade de governo voltar a crescer e ocupar essa posição.
“Minha expectativa era que governo voltasse ao segundo lugar neste ano, mas não sei se será possível pelo cenário. No entanto, se houver ousadia, tem benefícios com soluções como a de fraudes e esse seria o momento, mas não sabemos se acontecerá”, pontuou.
Apesar do momento delicado, como muita coisa começou a ser negociada no ano passado, existe a esperança de que esses projetos possam sair do papel ainda este ano. Vale ressaltar que para o SAS integram a vertical governo ministérios, secretarias, agências reguladoras, órgãos como INSS e Receita Federal, entre outros.
Cloud computing
Voltando à questão do desempenho da companhia no País, o crescimento de 10% previsto para 2015 será um dos mais modestos da América Latina, muito em virtude da desaceleração econômica. Países como o México terão uma meta mais ambiciosa, perto de 30%.
Para contribuir com o crescimento no Brasil, além das três principais verticais, o SAS segue apostando em indústrias como varejo, que passou a dar mais importância para a análise de dados, e companhias de médio porte, um grupo que pode ser atendido por parceiros – atualmente são 15 e a ideia é ampliar essa rede na medida do possível – e com soluções de complexidade média. Além disso, aplicações rodando em nuvem devem ajudar. Neste momento, o mercado interno já conta com uma solução de visualização de dados no ambiente da Amazon, que possui parceria global com a fabricante, e a expectativa é que outras três soluções passem a ser comercializadas por aqui no mesmo modelo ao longo de 2015.

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