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SAS e Lacog usam tecnologia analítica para estudos na luta contra o câncer

O Latin American Cooperative Oncology Group (Lacog), instituição sem fins lucrativos sediada em Porto Alegre, está usando tecnologias analítica do SAS para estudos clínicos e epidemiológicos que resultam em uma gama significativa de informações de milhares de pacientes, no intuito de ajudar na luta contra o câncer no Brasil e na América Latina.

A iniciativa é a primeira do projeto SAS Data4Good a ser implementada na região. O programa estabelece o uso e análise de dados com o objetivo de resolver questões humanitárias relacionadas a temas como pobreza, saúde, direitos humanos, educação e meio ambiente.

Cássio Pantaleoni, presidente do SAS no Brasil, diz que é importante frisar que não é uma vertical de negócios do SAS, mas sim um programa de responsabilidade social liderado pela companhia.

No projeto, a ferramenta utilizada é o SAS Analytics Pro e, com ela, a equipe do Lacog consegue identificar as principais dificuldades atreladas a aspectos relevantes para os pacientes, como o acesso ao tratamento, os medicamentos usados e a realização de exames preventivos. Com essas informações, é possível desenvolver novas tecnologias e métodos de combate à doença.

Além disso, há também o impacto direto ou indireto junto à sociedade e aos órgãos ligados à área da saúde, facilitando assim a adoção de políticas públicas.

Gustavo Werutsky, diretor-geral do Lacog, explica que, no tratamento dos diversos tipos de câncer, muitas vezes são usados dados de países desenvolvidos em pacientes locais. “Agora, será possível analisar dados relativos ao Brasil e aos países da América Latina, mais próximos da nossa realidade”, afirma o oncologista.

Benefícios e próximos estudos

Com o apoio do SAS, o LACOG aumentou em 100% o volume de novos estudos, na comparação com o período anterior à adoção do SAS Analytics Pro. Em 2018, o Lacog já está desenvolvendo dois grandes estudos na América Latina, voltados para o câncer de mama e o de pulmão, envolvendo 5,3 mil pacientes, cujos dados serão comparados com os de países desenvolvidos.

Os projetos vão resultar no maior levantamento de informações já realizado na região. “Certamente, os resultados terão um enorme impacto social e trarão informações que podem contribuir para as políticas futuras das autoridades em termos de controle do câncer e identificar limitações e disparidades quanto acesso ao melhor diagnóstico e tratamento.”, prevê Werutsky.

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