O Santander está em busca de empresas com soluções inovadoras que possam causar a ruptura do modelo tradicional de negócios do mercado financeiro. E está disposto a colocar mentoria de seus executivos para acelerar as cinco felizardas que considerar de maior potencial para crescer exponecialmente em um curto espaço de tempo.
“O que procuramos são as empresas que estão no ponto de inflexão, prontas para dar o salto. É nesse momento que a mentoria vai atuar”, diz Angel Santodomingo, CFO do Santander Brasil”, afirma Angel Santodomingo, vice-presidente executivo e CFO do Santander Brasil.
O objetivo é fazer com que as boas ideias cheguem mais rápido aos clientes. O perfil procurado não é necessariamente uma fintech. As inovações podem ser de áreas como canais de relacionamento; CRM e big data; gestão de risco (de cobrança e recuperação de crédito até prevenção a fraudes); desburocratização de processos; e gestão de recursos humanos.
Programa Radar
Para chegar às cinco empresas, o Santander, em parceria com a Endeavor Brasil, criou o Programa Radar Santander, que vai receber as inscrições das startups interessadas até o dia 24 de março (inscrições em www.santander.com.br/radar).
Apenas dez empresas das inscritas serão selecionadas para participar de um evento, em 27 de abril, quando os empreendedores farão um pitch sobre seus negócios para um grupo de jurados que então vai escolher as cinco finalistas.
As cinco empresas escolhidas vão participar do Programa Radar entre maio e novembro de 2017. O programa envolve acompanhamento por executivos do Santander e mentores da Endeavor e acesso a uma rede de networking e ajuda mútua formada por empresas que crescem e enfrentam desafios semelhantes.
Enquanto um mentor-padrinho da Endeavor vai apoiá-lo nos desafios internos de gestão do negócio, um executivo do Santander vai ajudá-lo a entregar seu produto ou serviço para o mercado que existe da porta para fora. E a empresa terá acesso facilitado à rede de clientes e à base de parceiros do Santander.
O programa não prevê cessão de participação acionária (equity) ou contratos de exclusividade, uma vez que não prevê investimento financeiro. “O programa é uma vitamina para potencializar a capacidade destes empreendedores de transformarem o negócio do banco ou a forma como ele é gerido.” comenta Juliano Seabra, diretor-geral da Endeavor.
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