Samsung Nexus S II: um computador que (também) fala

Os acessórios internos
Mas, acompanhando o computador, há ainda os acessórios.
Vamos começar com o GPS (Global Positioning System), que permite fornecer a posição do aparelho em qualquer local da superfície da terra e relacioná-la com o que está em volta (por exemplo: mostrar a posição em um mapa dos arredores, como veremos adiante). O Nexus S (assim como a maioria dos telefones espertos de última geração) é equipado com o chamado A-GPS, ou “Assisted GPS“, um sistema que usa não apenas as informações fornecidas pelos satélites do sistema GPS mas também aquelas oferecidas pela rede de antenas de telefonia celular para aprimorar a localização (o que é essencial, por exemplo, nas grandes cidades e no interior de edificações onde o sinal dos satélites pode ser refletido nas estruturas de concreto ou simplesmente bloqueado por elas).
É claro que o GPS sozinho não faz muito. Com isto quero dizer que saber com exatidão a latitude e longitude onde estou de pouco me serve a não ser que eu precise enviar um pedido de SOS. O que torna o GPS útil são os programas que o utilizam e, destes, o Android está repleto. Falaremos deles adiante.
Depois do GPS, o que mais chama a atenção no Nexus S é sua câmara digital. Melhor: suas câmaras digitais, já que são duas. A principal, na parte traseira, é uma câmara de alta definição (2560 x 1920 px) com foco automático, que obtém imagens estáticas (fotos) e dinâmicas (vídeo) com uma resolução de 5 MPx. Vem acompanhada de um flash de LED que, naturalmente, não tem um alcance fenomenal mas supre as necessidades básicas de fotos noturnas em ambientes fechados. A secundária, na face dianteira (a da tela), é mais simples, padrão VGA, com resolução de 640 x 480 px. Trata-se de uma câmara auxiliar destinada principalmente a uso em videoconferências. Já a principal é bastante sofisticada e oferece diversos controles. Como estes controles são inerentes ao Android versão “Gingerbread” e fazem parte do aplicativo que acompanha a câmara, serão discutidos adiante quando abordarmos o software que acompanha o Nexus S. Mas aí está, na Figura 2, uma foto obtida com a câmara principal.
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O Nexus S reproduz arquivos sonoros nos formatos MP3 e WAV seja no alto-falante do próprio aparelho seja através dos fones de ouvidos, cujo conector (de 3,5mm), ao contrário dos demais telefones, vem na base do aparelho. O som através dos fones de ouvido é de boa qualidade e o emitido pelo alto-falante é satisfatório.
O Nexus S não aceita um cartão de memória SD adicional como a maioria dos concorrentes para aumentar a capacidade de armazenamento de massa, mas exceto em casos muito específicos, a capacidade disponível de 16 GB de armazenamento interno é mais que satisfatória.
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Arquivos armazenados internamente podem ser transferidos via porta USB. Também neste caso o procedimento é de uma simplicidade franciscana: basta liga-lo ao computador através do cabo USB que, assim que “percebe” que foi efetuada a conexão, o Nexus S abre a tela mostrada na Figura 3 informando que a conexão foi detectada e oferecendo a oportunidade de ativar o armazenamento USB (a escolha se faz necessária porque eventualmente a intenção do usuário ao efetuar a conexão pode ser compartilhar o acesso à Internet discutido na coluna anterior e não transferir arquivos). Basta confirmar tocando no botão exibido na base da janela e ler a notificação seguinte, que informa que enquanto conectado não será possível usar aplicativos que acessem o armazenamento de massa que, a partir deste instante, o Nexus S se comportará como um “pen-drive” e, no computador com o qual foi feita a conexão, se abrirá a janela convencional que aparece quando se conecta um dispositivo deste tipo, solicitando instruções sobre como proceder a transferência, como mostra a Figura 4.
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Daí para frente é só abrir a janela do gerenciador de arquivos e explorar o armazenamento interno do Nexus S como se fosse uma unidade de armazenamento removível do computador.
Mas talvez a característica mais revolucionária do Samsung Nexus S seja seu suporte à tecnologia NFC (“Near Field Communications“).
NFC é uma tecnologia que permite ao Nexus S ler informações contidas em “chips” NFC que estão em outros objetos. Não é necessário configurar nem ativar nada (se bem que a função pode ser desativada no Nexus). Basta encostar (ou aproximar muito, a uma distância da ordem de poucos centímetros) a parte traseira do Nexus S a um objeto que contenha um destes chips para efetuar a leitura. O objeto pode ser qualquer coisa, desde outro dispositivo de comunicação até algo simples como cartazes e camisetas. Se parece muito com a tecnologia RFID já amplamente usada (os passaportes brasileiros emitidos recentemente já dispõem de chips RFID), mas tem um alcance menor. As informações podem ser qualquer coisa, de texto até imagens, vídeos, endereços Internet, em resumo: dados de qualquer tipo, desde que possam ser digitalizados.
Imagine que você passe pela porta de um cinema e seja atraído por um cartaz anunciando um novo filme. E imagine que o produtor tenha embutido um chip NFC no cartaz. Bastaria então você encostar seu Nexus S no cartaz para que, por exemplo, um trailer do filme seja transferido para seu telefone. Ou que um amigo tenha lhe entregue um cartão de visita com um destes chips (que deverão ser muito baratos quando a tecnologia se disseminar). Bastará encostar seu telefone no cartão para que os dados de seu amigo sejam copiados na agenda do Nexus S sem a necessidade de digitá-los.
A tecnologia NFC ainda está em sua fase inicial, exceto no Japão onde é correntemente usada inclusive para pagamentos eletrônicos. Mas, embora ela permita transferir dados em ambos os sentidos, por razões de segurança no Nexus S foi implementada apenas a função de leitura (ou seja: dados armazenados no Nexus S não podem fluir dele para outro sistema equipado com NFC, o fluxo é admitido apenas de fora para dentro).
No Brasil ainda não há uso para esta nova tecnologia, mas se trata de algo tão promissor que espero usar um dia meu Nexus S para receber dados de chips NFC incluídos nos mais diversos objetos. Se você quer conhecer mais sobre ela veja o vídeo (infelizmente apenas em inglês) “Explore Nexus S: Near Field Communication“
Defeitos? Bem, até agora o único defeito que encontrei no Nexus S foi o fato dele não aceitar módulos de memória tipo cartão SD que não apenas aumentariam a capacidade de armazenamento como facilitariam a inclusão de dados. Mas, afinal, ninguém é perfeito…
E na próxima coluna (a derradeira desta pequena série sobre o Nexus S) vamos discutir seus sistema operacional e programas.
Até lá.
B.Piropo
