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Saiba como fica mercado para empresas de seguros após a Covid-19

Nos últimos anos estamos percebendo um crescimento sólido e gradual no mercado de seguros brasileiro, especialmente em relação aos seguros de vida. Em 2017, os prêmios emitidos pelas seguradoras em apólices de seguros de vida ultrapassaram os de seguros de automóveis pela primeira vez na história.

Também em 2017, a Universidade de Oxford realizou uma pesquisa que identificou que 19% dos brasileiros possuíam algum tipo de seguro de vida, contra 32% de média nos demais países pesquisados e até 90% em países desenvolvidos como o Japão.

No mês de março passado, a notícia que chamou a atenção aqui no Brasil foi que, com a propagação da Covid-19 a procura por apólices de seguros de vida cresceu 136% em relação ao mesmo período do ano anterior, principalmente por profissionais autônomos, pessoas do grupo de risco e profissionais da área da saúde.

Particularmente acredito que muitas dessas apólices não estarão em vigor num curto espaço de tempo, pois foram compradas por pura emoção e na maioria das vezes sem o suporte de um corretor de seguros independente. E, precisamos concordar, o medo e a emoção não nos ajudam a tomarmos as melhores decisões. De qualquer forma, já foi um avanço para o mercado.

Esse interesse por parte das pessoas está obrigando os corretores de seguros a se especializarem nesse segmento tão importante, fato que criará um ambiente mais favorável à criação de novas soluções por parte das seguradoras e com isso uma ainda maior procura por parte das pessoas, criando um círculo virtuoso.

Falando em seguradoras, essas mostraram alto grau de maturidade e humanismo após a chegada do novo Coronavírus, pois mesmo contendo em seus contratos cláusulas de exclusão por morte causada por Pandemia, declararam que irão pagar as indenizações. Algumas colocaram cláusulas de carência, que variam entre 45 e 90 dias para novas contratações, mas que foi um avanço significativo, isso foi.

Acredito que estamos vivendo o momento que as pessoas irão se conscientizar que existem riscos, que pessoas amadas dependem delas financeiramente e que contratar apólices de seguros de vida, de invalidez, de incapacidade e de saúde, entre outras, são verdadeiros investimentos e, em muitos casos, verdadeiras provas de amor.

*Ricardo Tarantello é Sócio-diretor na SEGASP Univalores Corretora de Seguros

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