Não é fácil se tornar uma empresa competente, porém muitas companhias caminham objetivadas a serem assim reconhecidas. Em encontro realizado na USP de São Paulo nesta segunda-feira, 2, Jeanne W. Ross, diretora e acadêmica da MIT Sloan School Management, dá dicas de como pavimentar o caminho do sucesso.
De acordo com a executiva as companhias precisam adquirir quatro competências que não eram precisas nos anos 90, mas são realmente importantes agora: planejamento de arquitetura e design; gerenciamento dos projetos; gerenciamento dos padrões e fundos de TI.
?Não podemos dizer que somos um business orientado a processos se não formos os proprietários dos processos. Hoje, as empresas são realmente disciplinadas, fazem uma rápida ciclagem, têm escopos menores. É preciso ter arquitetos nas equipes de projetos, processos de compliance… é uma forma de se atualizar?, avalia Jeanne.
Mas não basta investir apenas nessas capacidades, é preciso passar por quatro estágios identificados pela MIT nove anos atrás e, segundo a executiva, muito relevantes ainda nos dias de hoje. São eles:
-Silos de negócios
?Aqui, queremos ser bons em causas de negócios e metodologias de processos, mas muitas empresas acabam acumulando isso no estágio dois, onde já tem muitas outras tarefas.?
– Tecnologia padronizada
?É nesse estágio que se aprende a ser uma empresa de TI baseada em padrões.?
– Núcleo otimizado
?Aqui é preciso de um executivo sênior, é preciso trabalhar em cima de lideranças de negócios. Nesse estágio aprendemos como fazer processos de negócios.?
– Modularidade do negócio
?Preparem-se, algumas coisas inusitadas aparecerão. É aqui que as empresas se tornam competentes.?
Como parte desses estágios surge o conceito de arquitetura empresarial, onde se tem processo, tecnologia e dados como elementos críticos dentro da companhia. ?Uma coisa importante é criar uma plataforma de processos digitalizados e essa arquitetura mostra o que precisamos. Esse processo digital é um conjunto de processos padronizados que, a partir dele, desenhamos o coração do negócio. Aprendemos que essa plataforma é importante e que tem que crescer?, conclui Jeanne.
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