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Rússia, China, EUA e Brasil são os que mais atacaram A. Latina

A F5 apresentou esta semana resultados de uma pesquisa realizado pelo F5 Labs a partir de incidentes de segurança mapeados nos últimos seis meses de 2020 na América Latina. A descoberta: Rússia, China, EUA e Brasil são os países em que a maior parte dos ataques foram originados. Em seguida aparecem Chile, Argentina, Alemanha, Ucrânia, Polônia e Taiwan.

Segundo Beethovem Dias, engenheiro de soluções da F5 Brasil, os endereços IP da infraestrutura digital desses países estão sendo utilizados por criminosos digitais para servir de bots, de onde são disparados os ataques contra países da América Latina. Portanto, não é possível ter certeza que os criminosos moram nesses locais.

Leia mais: Cibersegurança: as 6 principais tendências para 2021

Para o especialista, a acelerada digitalização da região ao longo de 2020 intensificou o quadro. Apesar de os ambientes digitais das empresas terem se expandido para os home offices, as corretas políticas de segurança não puderam acompanhar. Entre as vulnerabilidades mais exploradas pelos criminosos nos incidentes analisados pela F5 estão portas dedicadas ao acesso remoto de usuários corporativos.

Outra descoberta alegada pela F5 é as redes das operadoras de telecomunicação dos países de onde saem os ataques também estão comprometidas.

Ramsomware

A pesquisa mostra que o ransomware cresceu 220% em 2020 em comparação com 2019. As verticais mais atacadas foram governo, educação e saúde, segundo Dias. As principais armadilhas usadas pelos criminosos para enganar os usuários corporativos tiveram a COVID-19 como isca. Ataques de phishing usando a vacina também estão ganhando popularidade.

Segundo o especialista, os dados mostram que as gangues digitais estão inovando e evoluindo continuamente, e os usuários e empresas estão reagindo com atraso. “Internet das Coisas, cloud e edge computing e a explosão das APIs continuam se expandindo sem, por exemplo, a imposição de regras multifatores de autenticação do usuário”, diz.

Para ele, a solução para o quadro passa por várias iniciativas. É preciso considerar que todos os sistemas estão vulneráveis, e trabalhar para redesenhar ambientes baseados em melhores práticas de segurança.

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