Review: Radeon X1900 Crossfire e All in Wonder

Conclusão

O lado negativo está na má funcionalidade da All in Wonder no Brasil, em parte por compatibilidade de driver, em parte pelo pacote de softwares ainda pouco amigável. Particularmente eu não gosto também das interfaces dos drivers da ATI, acho que o Catalyst Control Center embora muito bonitinho e cheio de funções, é um pacote pesado e mal integrado ao Windows. Talvez um usuário comum não perceba, mas nós que fazemos testes e trocamos as placas de vídeo com freqüência já nos acostumamos com os problemas causados pela intrusão do CCC no sistema. Telas de erros são bem comuns quando se faz uma troca de placas, mesmo sendo ambas Radeons.
O consumo de energia também subiu, infelizmente. Testes de outros laboratórios indicam que um sistema montado com uma única X1900 XT chega a consumir quase 350W de potência real, e em modo Crossfire supera incríveis 440 Watts. Para ser conservador e utilizar apenas 70% da potência real de uma fonte, estamos falando em adquirir modelos de 650 Watts reais!
Não acho que haja apelo ao consumidor para o modelo XTX. São 100 dólares a mais para apenas 4% de overclock no processador e 7% na memória. Se não fossem os problemas com a All in Wonder, eu tenderia a recomendá-la pela boa relação preço/performance. A Radeon X1900 XT me parece, então, a melhor opção entre todas e ainda forma um bom par em uma eventual solução Crossfire. Há de se ficar atento aos descontos na família X1800, pois a linha atual da ATI ficou com um buraco entre os preços da X1600 XT (US$ 169) e a All in Wonder X1900 (US$ 499). É possível que os modelos X1800 ocupem a faixa entre 200 e 350 dólares até que se esgotem os estoques.
Resta agora que as placas XPress 200 se tornem mais populares. DFI e ASUS, além da Gigabyte e MSI já lançaram seus modelos. ABIT e ECS também já anunciaram os seus, mas no geral a oferta seja ainda pequena comparada com as soluções baseadas no nForce4. Há uma forte pressão para que os preços dessas placas sejam inferiores aos modelos nForce, especialmente sobre as versões SLI.
Queria deixar aqui uma sugestão ao pessoal da ATI: ao invés de cobrar 50 dólares a mais pela placa máster do Crossfire, porque não cobrar 50 dólares a menos?
Ela tem a desvantagem de só ter uma saída DVI nativa, e a outra depender do cabo “dongle”. Não há uma saída VGA analógica e não há um adaptador incluso no pacote. Se ela for mais barata que a versão “regular”, será natural sua popularização entre os consumidores até mesmo como placa single tornando possível na hora do upgrade que o usuário pense em adquirir uma segunda placa comum e ativar o Crossfire que ele já possui. Digo isso porque na prática pode não ser fácil no futuro encontrar uma “máster” compatível com a sua “regular” uma vez que novos modelos são lançados a cada 3 meses, e como as “Crossfire” são raras e mais caras, tendem a desaparecer mais rápido. Ou você acredita que daqui a um ano ainda haverá uma X1900 Crossfire te esperando na loja para você montar o kit dual com a X1900 que você comprou agora?
