Review: Athlon64 X2 4800+ Dual Core

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4:03 pm - 10 de setembro de 2010

Conclusão

O mercado alvo para o Dual Core nesse momento são os servidores com sua linha Opteron. A produção dos modelos desktop Athlon64 X2 ainda é pequena e assim permanecerá por um bom tempo ainda, e em função do alto preço e da baixa produção a demanda pelos consumidores também será reduzida.

A Intel por sua vez tem um produto tecnicamente inferior, mas bem mais barato e com uma produção muito maior, tendendo a ocupar o mercado alvo do “dual core” mais rapidamente, some-se a isso os novos chipsets e as novas placas mãe desenvolvidas para esses processadores, com PCI-Express e memórias DDR2, ambos muito desejados atualmente, e tem-se um quadro muito favorável para os integradores e fabricantes de larga escala introduzirem máquinas com “dois processadores” a um custo competitivo aos seus clientes.

A tendência é o uso de múltiplos núcleos nos processadores, já que o avanço em uma freqüência cada vez maior em um único processador se provou bastante dispendiosa, com efeitos colaterais graves (dissipação de calor e consumo elétrico), e na contra mão do que o usuário de fato precisa, que é um sistema com bom nível de resposta a seus comandos, não importa quantos sejam.

Realizar mais comandos simultaneamente está se mostrando mais interessante de que realizar um único comando de forma muito rápida, mesmo que esses comandos sejam agrupados de forma seqüencial dando uma falsa impressão que ao final de um intervalo de tempo todos foram executados.

O futuro agora está nas mãos dos desenvolvedores de softwares, cabe a eles programar seus aplicativos para operar em modo multitarefa, e isso significa inclusive identificar o processador e saber quantas tarefas podem ser executadas ao mesmo tempo. Uma otimização para dois núcleos (duas tarefas) continua subutilizada em um sistema com quatro núcleos (um Dual Xeon ou Dual Opteron, ambos os modelos com dois núcleos cada), por isso a complexidade na programação aumentará sensivelmente.

Se no futuro teremos múltiplos núcleos em nossos processadores, os softwares precisam se acomodar sem a necessidade de recodificação. Produzir um software limitado a apenas dois núcleos é empurrar com a barriga o problema.

Um fato curioso nessa história, é que nessa recodificação muitos dos recursos “legados” do DOS e de ambientes de 16 bits serão eliminados, já que não são mais usados. Essa era a principal argumentação da Intel com seu IA64, arquitetura de 64 bits utilizada no Itanium e que não tem nenhum vínculo com o passado. O código é mais limpo, e consequentemente mais rápido, otimizado para 64 bits e para ambientes multitarefas, enquanto que o x86-64 ainda guarda resquícios dos sistemas de 20 anos atrás, ainda mono processados, e mantém uma compatibilidade com 32 bits que só é importante durante a fase de transição.

Hoje temos tecnologias inovadoras como os processadores Cell da IBM-recomendo a leitura da entrevista que Jaime Moreno,

O homem da revolução Cell , deu ao Marcelo Nóbrega-que prometem desempenho espetaculares com arquiteturas novas, sem vínculos com o passado, apostando como nunca em processamento paralelo e núcleos especializados.

Vamos chegar ao futuro em breve, com sistemas de 64 bits adaptados para multitarefa, com processadores de múltiplos núcleos, com sistemas de memória mais eficientes, com barramento de comunicação rápidos como o PCI-Express, enfim chegaremos a um futuro muito parecido com o que foi apresentado no lançamento do Itanium IA64 em meados de 2001, só que com cinco anos de atraso porque ninguém naquela época pensou na transição entre esses dois mundos.

Chegaremos atrasados ao futuro“-Gostei dessa frase…

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