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Revendas de tecnologia se concentram em presença online após pandemia

A Abradisti (Associação Brasileira da Distribuição de Tecnologia da Informação) e a Afrac (Associação Brasileira de Tecnologia para o Comércio e Serviços) lançam hoje (07) a 11ª edição do Censo das Revendas em 2022, com os principais indicadores dos canais de venda nos mercados de Tecnologia da Informação, Comunicação e a Automação Comercial.

Para a análise, o estudo considera cinco tipos diferentes de canais:

  • Representante comercial: empresa sem funcionários que comercializa produtos e serviços;
  • Loja virtual: revenda que comercializa os seus produtos apenas via site;
  • Revenda de volume: comercializa produtos comoditizados de TI e/ou presta serviços mais básicos, visando atuar nos segmentos pessoas físicas e PMEs;
  • Revenda de valor agregado (VAR): comercializa produtos e/ou presta serviços mais sofisticados, visando atuar nas médias e grandes empresas;
  • Revenda de automação comercial: possui foco principal em automação comercial.

Dentro deste universo, os números foram bastantes distintos entre 2020 e 2021. Em 2019 versus 2020, tiveram crescimento somente os canais loja virtual (23,7%), VAR (8,2%) e revenda de volume (4,4%). Já representante comercial teve decréscimo de 13% e revenda de automação comercial 14%.

Em compensação, ao comparar 2020 e 2021, as lojas virtuais apresentaram decréscimo de 1%. Todos os outros canais tiveram crescimento: representante comercial: 8%; revenda de volume: 9%; VAR: 14%; e automação comercial: 12%.

De acordo com Ivair Rodrigues, diretor de estudos de mercado da IT Data (empresa parceira da Abradisti), a baixa no e-commerce aconteceu pois eles estavam sozinhos no mercado e, com a pandemia, todos os outros canais se digitalizaram. Com isso, aumentou a concorrência e, consequentemente, abaixou as vendas.

Para 2022, os canais esperam um crescimento considerado, pelo especialista, bastante otimista: representante comercial: 15%; loja virtual: 17%; revenda de volume: 15%; VAR: 19%; automação comercial: 12%.

Os produtos com melhor performance, considerando todas as revendas entrevistadas, foram:

  • Notebooks
  • Roteadores e produtos de rede
  • Desktops montados pelas revendas
  • Soluções para segurança de rede (firewall, cibersegurança, malware, antivírus, etc)
  • Periféricos (mouse, teclado, webcam, etc)

“A busca dos notebooks e roteadores e produtos de rede vão ao encontro do movimento de trabalho híbrido ou home office. É importante dizer que o home office não acabou. A quantidade de empresas que adotarão o modelo híbrido é muito grande”, frisa Ivair. Apesar disso, o especialista acredita que esses produtos não terão um resultado tão positivo em 2022. “Acredito que esse quadro muda completamente”.

Confira, abaixo, o Faturamento por Categoria de Produto 2021

Lojas Virtuais

De acordo com o diretor, houve queda significativa de vendas de produtos destinados a home office, saúde e educação. Por outro lado, mais do que triplicou o faturamento com serviços (telecom, help desk, suporte, entre outros).

Representantes comerciais

Entre os destaques do resultado, diz Ivair, está a presença virtual. Antes da pandemia, 62% dos entrevistados não tinham negócios virtuais, 41% já o fazem e 22% pretendem fazê-lo esse ano. Além disso, notebooks, equipamentos de segurança física e desktops tiveram bom resultado de vendas.

Revenda de Volume

Na análise de Mariano Gordinho, presidente-executivo da Abradisti, apesar do crescimento expressivo do e-commerce, isso também se dá pois eles não tinham presença online. “A própria revenda de volume ‘atrapalha’ a loja virtual. Como a revenda também tem atendimento presencial, ela começa a entregar um atendimento 360”, diz.

Revenda de Valor Agregado

Houve melhor desempenho com atuação em transformação digital, segurança e serviços de inteligência artificial. Os produtos mais comercializados foram: soluções para segurança de rede (firewall, cibersegurança, malware, antivírus, etc), produtos de rede e notebooks.

Revenda de Automação Comercial

“Quando você olha a revenda de automação comercial, o cliente é o pequeno mercado, o pequeno restaurante, farmácias que não são de grandes redes. Essa empresa também é pequena. Ela não consegue atender o Pão de Açúcar ou a Drogasil. Existe uma sincronia no tipo de cliente e o tipo de empresa – o empreendedor busca o público que é compatível com ele”, frisa Mariano.

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