Redes neurais podem prever demandas no metrô

Analista de Desenvolvimento e Gestão do Metrô de São Paulo, Vagner Vasconcelos mostrou em apresentação no IT Forum Expo 2017 como redes neurais – ou seja, redes que simulam o comportamento dos neurônios – podem ajudar o sistema metroviário a prever demandas de passageiros. “A ideia é que o sistema aprenda por si só, com base em algumas variáveis com as quais podemos alimentá-lo, como população, empregos, matrículas em escolas e renda per capta. O resultado será a demanda de passageiros prevista”.

Ele conta que o delineamento partiu desde as variáveis de entrada até métricas de desempenho. Para selecionar essas variáveis, uma das fontes foi a pesquisa Origem e Destino do Metrô de São Paulo, que acontece desde 1967 a cada dez anos, e está acontecendo agora mais uma vez. O levantamento é base para o planejamento de transportes metropolitano. “Sabemos que 80% dos usuários utilizam o metrô para trabalho e educação, então essas variáveis tinham de estar no modelo neural”.

Toda o trabalho matemático da rede foi feita pelo Scilab, ferramenta open source e multiplataforma. Já os scripts do trabalho estão disponíveis no GitHub.

Tentativa e erro entre retalhos

A pesquisa Origem e Destino divide a região metropolitana de São Paulo em zonas de pesquisa. Há dez anos atrás, em 2017, foram criadas 460 regiões, e foram entrevistados usuários em cerca de 30 mil domicílios válidos. Neste ano, a quantidade de domicílios será maior, 32 mil, em um número maior de zonas. A quantidade de informação e os parâmetros utilizados fazem com que não exista uma fórmula para a aplicação de uma rede neural. “Não tem regra, é tentativa e erro. Você modela e compara resultados até achar uma forma adequada de atender a demanda, definir camadas e quantos neurônios serão utilizados”.

O IT Forum Expo 2017 acontece nos dias 7 e 8 de novembro, no Transamerica Expo Center em São Paulo.

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