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Receita global com infraestrutura na nuvem movimenta US$ 6,6 bilhões no primeiro tri

A receita com clouds pública e privada cresceu 3,9% ano sobre ano, movimentando US$ 6,6 bilhões no primeiro trimestre de 2016, com demanda decrescente por nuvem pública hyperscale. Os dados são da IDC.

A consultoria aponta que as receitas totais com infraestrutura de nuvem subiram para 32,3% das receitas totais de TI no primeiro trimestre de 2016, acima dos 30,2% um ano atrás.

A receita com venda de infraestrutura para cloud privada cresceu 6,8%, para US$ 2,8 bilhões, e para a nuvem pública 1,9%, movimentando US$ 3,9 bilhões. Em comparação, a receita tradicional (não-cloud) para o segmento de infraestrutura de TI diminuiu no ano 6% em relação a igual período do ano passado, com declínios tanto em armazenamento e servidores, mas com crescimento em switch Ethernet.

Switch Ethernet também mostrou forte crescimento ano a ano para nuvens privadas e públicas, saltando 53,7% e 69,4%, respectivamente. Armazenamento cresceu 11,5% ano a ano em nuvem privada, mas declinou 29,6% na nuvem pública. Por outro lado, servidor declinou 1,1% em nuvem privada e cresceu 8,7% na nuvem pública.

A receita de fornecedores de infraestrutura de nuvem de TI obteve expansão mais rapidamente no Médio Oriente e África (MEA) a 25,9% ano a ano, seguido pela Europa Ocidental com 20,6%, Ásia/Pacífico (excluindo o Japão) em 18,5%, Japão em 17,7%, e no Canadá em 9,5%. A América Latina diminuiu 21,2% ano sobre ano, enquanto os Estados Unidos recuaram 4,1% e Europa Central e Oriental caiu apenas 0,1%.

A avaliação de Kuba Stolarski, diretor de pesquisa para plataformas de computação da IDC, é a de que a desaceleração na demanda de implantação de infraestrutura de nuvem pública hyperscale impacta negativamente no crescimento tanto em nuvem pública quanto em TI em geral.

Segundo ele, como o mercado continua a trabalhar em cenários global de incertezas, decisões dos clientes sobre onde e como implantar recursos de TI podem ser afetadas. “Se surgirem novas preocupações de soberania de dados, prestadores de serviços vão sofrer pressão para aumentar a presença de data center nos locais nos quais atua, ou terá de enfrentar potencial perda de cargas de trabalho.”

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