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Quase 60% dos estabelecimentos de saúde do Brasil não possuem departamento ou área de TI

Entre os estabelecimentos de saúde no país, apenas 41% possuem departamento ou área de tecnologia da informação. Ou seja, 59% não possuem setor de TI interno, conforme indicou a pesquisa TIC Saúde 2013 divulgada pelo Centro de Estudos sobre as tecnologias da informação e comunicação (CETIC.br) apresentou nesta terça-feira (17/12).

Entre as instituições públicas, a ausência da TI é ainda maior, 66%. Já as organizações de saúde privadas não têm a área em 54% dos casos. O número mais alarmante para o segmento está na região sul, onde 70% das instituições de saúde não possuem área de TI.

Quando há área de TI, a maior parte dos estabelecimentos (62%) emprega até três profissionais no área. E apenas uma minoria dos profissionais de TI nessas organizações de saúde (14%) possui formação em saúde.

Hospital eletrônico

A pesquisa apontou também que apenas 25% dos estabelecimentos pesquisados possuem registros totalmente eletrônicos e 52% têm registros parcialmente eletrônicos. Ainda há 23% dos estabelecimentos com registros totalmente em papel.

O setor público é o que concentra a maior parte das organizações de saúde não digitalizadas, no qual 42% estão nessa categoria e apenas 9% possuem registros eletrônicos unicamente. Entre os privados, a proporção é de 35% dos estabelecimentos completamente eletrônicos e apenas 12% com registros totalmente em papel.

Entre os eletrônicos, o TIC Saúde mapeou quais os serviços ao alcance do paciente. 26% dos pesquisados disponibilizam a visualização online de exames, 17% o agendamento de exames online, 13% o agendamento de consulta pela web, 6% visualização do prontuário na rede e apenas 2% permitem inserção, pelo paciente, de informações no prontuário eletrônico.

Em relação a serviços de telessaúde, o destaque é para a interação assincrônica (que não ocorre em tempo real, como por e-mail), disponível em 70% das organizações com conexão. Interação sincrônica (em tempo real, como teleconferência) está presente em 25% dos estabelecimentos, seguida de educação a distância em saúde (22%), atividades de pesquisa a distância (19%) e monitoramento remoto de pacientes (6%).

 

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