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Quanto você está disposto a pagar por internet 5G mais rápida?

O 5G está “quase” aí nas nossas mãos. Isso, claro, considerando que ainda haverá o leilão de bandas da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel).

A estimativa é de que a tecnologia esteja pronta para uso em 2021. Mas, até lá, você se sente confortável com a ideia de pagar mais para usar uma internet mais rápida que o 4G?

De acordo com a pesquisa Global Mobile Consumer Survey Brasil, da Deloitte, 69% dos participantes disseram que, sim, estão dispostos a pagar mais caro para usar o 5G. Outros 45%, inclusive, consideram migrar para a rede assim que ela estiver disponível.

Conduzida com 2 mil usuários de telefonia móvel do País, o questionário eletrônico atingiu brasileiros de 18 a 55 anos, de todas as regiões do país, sendo 58% do público feminino e 48% masculino.

“O 5G entra em cena para habilitar o uso dessas novas tecnologias que possibilitarão as transformações das empresas”, afirma Márcia Ogawa, sócia-líder de Telecomunicações, Mídia e Tecnologia da Deloitte.

Ela acrescenta que a tecnologia “será a oportunidade para o Brasil se inserir no bloco dos países líderes da Economia Digital”.

É sabido que o 5G trará não somente uma internet mais rápida. Com o 4G já massificado e em expansão, a nova tecnologia terá impacto em mais áreas, setores, indústrias e afins. Mas é preciso encarar o custo para o consumidor.

Um contraponto foi dado durante a Futurecom 2019 pela Accenture. Uma pesquisa realizada pela empresa indica que 70% das pessoas não sabem o que é o 5G. Além disso, considerando os que conhecem, 40% não se disseram dispostos a pagar mais para utilizar a tecnologia.

Segundo Paulo Tavares, Managing Director da Accenture, explorar o potencial do 5G requer uma mudança cultural na sociedade. Além disso, é possível que haja uma desconexão entre consumidores e fornecedores.

Smartphones no topo

O público consumidor de smartphone é mais contundente sobre o uso do 5G. Ainda segundo a Deloitte, nas últimas 24h anteriores à pesquisa, 95% dos entrevistados usaram o smartphone.

Em comparação com o desktop (70%) e notebook (66%), a consolidação do smartphone como fonte de comunicação e pesquisa se torna clara.

Outros 89% dos entrevistados disseram usar o smartphone para pesquisar sobre produtos e serviços; para 87%, é essencial navegar em sites/apps de compras; 82% costuma ler avaliações sobre produtos ou serviços; e 80% costuma comprar online. Estes são os motivos levantados pelo questionário:

  • Rapidez de comprar online por um app (34%);
  • Baixo custo de entrega (27%);
  • Garantia de segurança (23%).

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