Empresas precisam lidar atualmente com novas iniciativas tecnológicas, como dados não estruturados, big data e internet das coisas (IoT, na sigla em inglês), além de sofrer forte pressão por redução de custos e aumento de desempenho da equipe e da infraestrutura de TI. Com isso, conceitos como SDS (armazenamento definido por software) e automação estão roubando a cena do segmento de armazenamento de dados e entrando na Wish List dos gestores para 2017.
Podemos dizer que o SDS é uma tecnologia que possui o software – que controla as capacidades associadas ao armazenamento – separado da camada de hardware de armazenamento físico. Já automação, refere-se basicamente ao uso de equipamentos para automatizar processos. Aqui, vamos considerá-la como o controle por programação dos sistemas de TI por meio de várias tarefas agrupadas em fluxos de trabalho de repetição, que tem como objetivo agilizar e simplificar a gestão de sistemas.
Com o “definido por software”, tarefas repetitivas de armazenamento podem ser realizadas com o uso de linguagem de programação de script para não apenas reduzir a sobrecarga de uma determinada tarefa, mas também impedir qualquer erro humano. Por sua vez, a capacidade dos departamentos de TI de controlar por programação os componentes de infraestrutura, via linguagem de script, é fornecida pelo uso de Interfaces de Programação de Aplicações (APIs, na sigla em inglês), responsáveis pela maneira que os componentes de software interagem e, logo, os sistemas se comunicam.
No ambiente corporativo, a força de trabalho de TI pode gastar menos tempo gerenciando componentes de uma solução e configurando sistemas. Isso porque a equipe de uma organização pode adotar APIs de padrão aberto – que são interfaces de sistemas disponíveis a desenvolvedores externos; não só aos fornecedores, mas, por exemplo, aos próprios clientes – junto a ferramentas de script e plataformas de gerenciamento, simplificando o gerenciamento operacional de infraestrutura. Isso reduz o esforço para monitorar e manter a solução geral, e foca em redistribuir tempo de volta à organização.
Mais do que nunca, é preciso estar pronto para o armazenamento definido por software, que representa o futuro dos componentes de infraestrutura de TI. Logo, os fornecedores desse segmento de mercado devem possuir softwares capazes de gerenciar o hardware do data center de maneira automatizada, para que o SDS possa operar de forma adequada.
É fato que a palavra de ordem é software e que os serviços de tecnologia da informação estão sendo gerenciados por ele, facilitando a migração para tecnologias inovadoras como cloud computing, hiperconvergência e Internet das Coisas. Com a associação entre o armazenamento definido por software e a automação, os departamentos de TI podem se concentrar menos em infraestrutura e operações e mais em gerar valor ao negócio.
*Paulo de Godoy é gerente-geral de vendas da Pure Storage no Brasil
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