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Quadrilha que lucrou R$ 166 milhões em 3 dias com phishing é presa

Nesta quinta-feira (9), a Polícia Civil de São Paulo realizou a operação “Crédito Violado”, com 29 mandados de busca e apreensão e nove mandados de prisão. Seis pessoas foram detidas suspeitas de crimes de fraude e lavagem de dinheiro na internet.

A investigação chegou a uma quadrilha que desviou R$ 166 milhões do cartão de crédito de milhares de clientes de um banco, cujo nome não foi revelado. Foram apreendidos computadores e pendrives, que serão analisados, além de um carro de luxo.

A quantia em dinheiro foi desviada em apenas três dias, em dezembro de 2018, com golpes de phishing disseminados online.

Os criminosos espalhavam links falsos por SMS ou e-mail, solicitando dados pessoais dos usuários. Com os dados em mãos, eles faziam empréstimos no cartão de crédito e distribuíam os valores para centenas de contas ligadas à quadrilha.

Não foram revelados os dias específicos dos ataques, entretanto. Normalmente, dezembro é um mês agitado por conta de promoções e datas festivas, o que aumenta as possibilidades do phishing ser disseminado.

O Brasil é um dos países mais afetados por golpes de phishing ao redor do mundo, e criminosos por aqui, segundo pesquisadores de segurança, miram instituições financeiras e usuários de internet banking em sua maioria.

Primeira etapa

O delegado Carlos Henrique Ruiz afirmou que esta foi a primeira fase da operação e que outros integrantes do esquema ainda estão sendo procurados. Segundo a reportagem da GloboNews, a polícia chegou aos suspeitos após identificar os endereços de IP usados para realizar os golpes.

Ao identificar a fraude, o banco informou a polícia e foi capaz de recuperar R$ 100 milhões dos R$ 166 desviados.

A 4ª Delegacia de Polícia de Investigações sobre Fraudes Patrimoniais Praticadas por Meios Eletrônicos (DIG) do Departamento Estadual de Investigações Criminais (Deic) conduz as investigações.

Em conversa com a imprensa, o delegado confirmou que o golpe utilizado foi de phishing e cita dicas básicas, como não clicar em links desconhecidos ou usar softwares originais. “Normalmente, esse tipo de arquivo malicioso vem por e-mail, mensagem, SMS”, disse.

Com informações de: GloboNews, G1.

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