PSINet do Brasil passa a oferecer transmissão via fibra óptica

Segundo o diretor de marketing da PSINet do Brasil, José Peyon, este cabo vem de Miami, chega até a Argentina e de lá se divide em quatro links de 155 Mbits cada, um conectando o Rio de Janeiro, um para São Paulo, um terceiro para o Chile e o quarto para a própria Argentina. “Com essa disponibilidade podemos oferecer acesso de alta velocidade ao backbone internacional da PSI”, explica.
Antes dessa nova conexão, a empresa operava com satélite a uma velocidade de 45 Mbits. Além disso, a PSINet do Brasil utilizava o backbone da Embratel. “Agora vamos canalizar tudo para a PSI”, diz, confirmando que a medida resultará em significativa redução de custos para o Brasil e outros países da América Latina, além de ganhos em termos de velocidade.
Outra novidade que a empresa estará oferecendo por meio da recém-implantada infra-estrutura é a venda de banda sob demanda. “Se uma empresa precisa se comunicar com Nova York, por exemplo, ela pode comprar banda e disponibilidade de tráfego de acordo com sua necessidade específica”, explica. Outra possibilidade apontada por Peyon para as empresas é a montagem de intranets dentro do backbone privado da PSINet. “Isso representa uma garantia de segurança e uma otimização das informações da empresa”, garante. O diretor anuncia também o plano de montar um backbone local para interligar Rio de Janeiro, São Paulo, Brasília e Belo Horizonte.
Quanto às dificuldades que a empresa vem enfrentando mundialmente com desvalorização de suas ações de dispensa de funcionários, Peyon lembra que o fim dos investimentos nas chamadas pontocom afetou toda a cadeia produtiva. Ele destaca que dos 100 mil clientes da corporação em todo o mundo, 97% são empresas do “mundo real” e que além de um certa reposição de empresas de Internet pelas de cimento e tijolo deverá haver também uma reorganização geral.
