Projeto facilitará trabalho de Web services com URLs

Além disso, a meta é oferecer aos desenvolvedores um caminho mais claro para criar e localizar padrões Web services. Para isso, o comitê está desenvolvendo o OASIS Extensible Resource Identifier (XRI), um método que permite identificar desde a própria tecnologia até um arquivo particular, por meio de diferentes domínios de rede, aplicações e protocolos de transporte.
“O XRI será totalmente disseminado, da mesma forma que o DNS (domain name system) e o IP (Internet Protocol) são hoje, além de resolver o problema de como trabalhar com um mesmo recurso lógico armazenado em diferentes locais físicos”, afirma Drummond Reed, CTO e co-presidente do Comitê Técnico OASIS.
Os Web services, que geralmente integram servidores pela internet para a troca de informações entre usuários domésticos ou corporativos, utilizam URLs para conectar a máquina de uma pessoa ao recurso de serviço em rede. O projeto XRI destina-se a tornar essa acessibilidade independente da localização física.
“Pode-se pensar no XRI como um sistema que oferece URLs para qualquer coisa’ – informações, sistemas, organizações, serviços e indivíduos. Atualmente, não existe um modo único, aplicativo e neutro de protocolo para identificar estes tipos de recursos”, afirma Jason Bloomberg, analista da ZapThink.
De acordo com o comitê da OASIS, o XRI será desenvolvido fora dos atuais sistemas URL e funcionará com o padrão de Web services Universal Description, Discovery, and Integration (UDDI). Bloomberg afirma que o XRI deverá ir mais longe do que liderar padrões de diretório de rede, passando a unificá-los.
A OASIS, junto com o World Wide Web Consortium (W3C), coordena o desenvolvimento de uma série de especificações para Web services. Entre os colaboradores do comitê estão a Advanced Micro Devices, DataPower, Electronic Data Systems, Novell e Visa International. O desafio que a OASIS e o XRI enfrentam é a grande penetração de URLs.
