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Professores conectados: formação e infraestrutura são barreiras

Os professores brasileiros querem usar recursos educacionais digitais, mas nem sempre existem condições de infraestrutura e capacitação para o uso da internet com propósito pedagógico. Essa é uma das constatações da pesquisa TIC Educação 2014, lançada hoje (21/9) pelo Comitê Gestor da Internet no Brasil (CGI.br), por meio do Centro Regional de Estudos para o Desenvolvimento da Sociedade da Informação (Cetic.br) do Núcleo de Informação e Coordenação do Ponto BR (NIC.br).

O estudo aponta que a maior parte dos professores de escolas públicas declara que aprenderam sozinhos a utilizar computador e internet (67%), enquanto que a proporção daqueles que fizeram cursos de formação específicos sobre as TIC é menor (57%). Entre os profissionais que fizeram cursos, a grande maioria (74%) pagou pelo próprio curso, em comparação às oportunidades de capacitação oferecidas por secretarias de educação ou outros órgãos de governo (29%). Entre os professores de escolas públicas com formação universitária 37% cursaram uma disciplina específica sobre o uso do computador e da Internet durante o Ensino Superior.

De acordo com a TIC Educação 2014, para apenas 30% dos professores de escolas públicas o principal local de uso das TIC é a sala de aula, nas atividades com alunos, indicador estável em relação a 2013.

A TIC Educação investiga o uso e a apropriação dos computadores e da web nas escolas públicas e privadas, de ensino fundamental e médio, localizadas em áreas urbanas. O levantamento foi realizado em 930 escolas no período de setembro de 2014 a março de 2015 e ouviu 930 diretores, 881 coordenadores pedagógicos, 1.770 professores e 9.532 alunos.

Velocidade limitada
O estudo indica que há estabilidade na proporção de escolas de áreas urbanas com acesso à internet: 93% daquelas que possuem computadores estão conectadas à rede, sendo 92% nas escolas públicas e 97% nas escolas privadas.
Quanto aos equipamentos, a proporção de instituições com computadores móveis e tablets também é crescente: 79% das escolas públicas possuem computador portátil (em 2013 eram 73%) e 29% tablets (em 2013 eram 11%).

Na avaliação de Alexandre Barbosa, gerente do Cetic.br, apesar dos avanços, a velocidade de conexão ainda é uma das barreiras de acesso. Em 2014, 41% das escolas públicas com conexão à Internet tinham a principal conexão à rede com até 2 Megabits/s de velocidade, segundo a pesquisa. Em 2013, essa proporção era de 50%. Nas escolas privadas é menor o percentual de instituições que têm conexão limitada a até 2 Megabits/s: 21% das escolas com internet.

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