Para se adaptar às novas políticas de tecnologia da informação e comunicações (TIC) e de governo eletrônico anunciadas pela prefeitura ontem, a Prodam (Companhia de Processamento de Dados do município de São Paulo) está realizando uma reforma interna.
A organização fez um downsizing, diminuindo os níveis hierárquicos de três para dois e dividiu sua diretoria em duas: uma dedicada a relacionamento com o cliente e outra a desenvolvimento de TI.
Essas medidas visam ganhar agilidade e conseguir oferecer preços mais competitivos. “Isso vai ser fundamental, uma vez que vamos concorrer com outros players do mercado”, avalia Luiz Arnaldo Pereira da Cunha Jr, diretor-presidente da Prodam. “Com exceção da parte estratégica da prefeitura, que continuará conosco”, complementa.
Para Malde Vilâs Boas, coordenadora de governo eletrônico da secretaria de gestão da cidade de São Paulo, a Prodam vai ser a instituição integradora de todos os órgãos do governo em termos de tecnologia, compartilhando soluções e permitindo uma única compra para diversos usos.
De acordo com Paulo Toledo, presidente da Brisa, consultoria que trabalhou junto com a Secretaria de Gestão na elaboração das políticas, o valor estimado de gastos com tecnologia em todos os órgãos é de 320 milhões de reais por mês. A estimativa da empresa é que esses gastos sejam reduzidos em 25% até o final do governo, em 2008.
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