Nvidia detalha arquitetura Vera Rubin para sustentar próxima geração de IA em larga escala

Plataforma reúne nova CPU, GPU, memória HBM4 e rede de alta velocidade para ampliar desempenho em treinamento e inferência de modelos de IA

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Imagem externa de um edifício corporativo moderno com fachada clara e revestimento em painéis retangulares. No centro da fachada, há o logotipo da NVIDIA: um símbolo verde em formato abstrato de olho, acompanhado do nome “NVIDIA” em letras metálicas tridimensionais. Árvores com folhas verdes aparecem em primeiro plano, parcialmente enquadrando o prédio, sugerindo um ambiente urbano arborizado. A iluminação natural indica um dia ensolarado, com céu azul ao fundo.
Imagem: Shutterstock

A Nvidia apresentou novos detalhes sobre a arquitetura Vera Rubin, plataforma que sucederá a geração Blackwell e servirá de base para os próximos sistemas da empresa voltados à inteligência artificial (IA). Em publicação no blog oficial, a companhia descreve a nova arquitetura como uma evolução voltada a atender o crescimento da computação acelerada e das cargas de trabalho de IA generativa, com ganhos em processamento, memória e conectividade.

Batizada em homenagem à astrônoma norte-americana Vera Rubin, a plataforma combina uma nova CPU desenvolvida pela Nvidia com uma GPU de nova geração, além de avanços na interconexão entre chips e na infraestrutura necessária para operar grandes clusters de IA.

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Segundo a empresa, a arquitetura foi projetada para responder à crescente demanda por treinamento e inferência de modelos com trilhões de parâmetros, ao mesmo tempo em que busca reduzir gargalos relacionados à movimentação de dados entre processadores e sistemas de armazenamento.

Nova geração integra CPU, GPU e rede de alta velocidade

O sistema será composto pela CPU Nvidia Vera, baseada em arquitetura Arm personalizada, e pela GPU Rubin, que incorpora a próxima evolução da computação acelerada da empresa

De acordo com a Nvidia, a CPU foi desenvolvida para oferecer maior desempenho por núcleo e ampliar a capacidade de alimentação das GPUs em aplicações intensivas de inteligência artificial. Já a GPU Rubin utilizará memória HBM4, nova geração de memória de alta largura de banda, aumentando significativamente a capacidade de processamento de modelos de IA.

Outro componente central da plataforma é a evolução da infraestrutura de comunicação entre chips. A Nvidia afirma que a arquitetura contará com novas versões das tecnologias NVLink e NVLink Switch, permitindo conectar um número maior de GPUs em um único sistema e reduzindo a latência na troca de informações entre os processadores.

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A empresa também destaca a integração com sua plataforma de redes baseada em InfiniBand e Ethernet, utilizada na construção de grandes data centers voltados à computação acelerada.

Foco em data centers para IA e agentes inteligentes

Segundo a Nvidia, a arquitetura Vera Rubin foi concebida para suportar a próxima geração de fábricas de IA (“AI factories”), instalações dedicadas ao treinamento, operação e inferência de modelos de inteligência artificial em larga escala.

A companhia afirma que essas infraestruturas deverão atender desde grandes modelos de linguagem até aplicações de IA física, robótica, veículos autônomos e agentes inteligentes capazes de executar tarefas complexas de forma contínua.

A empresa também destaca que a evolução das cargas de inferência, etapa em que os modelos respondem às solicitações dos usuários, exige capacidade computacional crescente, especialmente com o avanço de sistemas baseados em raciocínio, agentes autônomos e processamento multimodal.

Segundo a Nvidia, a plataforma foi projetada para aumentar o desempenho por rack e elevar a eficiência energética dos data centers, permitindo maior densidade computacional dentro da mesma infraestrutura física.

A arquitetura Vera Rubin integra o cronograma de lançamentos divulgado anteriormente pela empresa durante a conferência GTC. A expectativa é que os primeiros sistemas comerciais baseados na nova plataforma cheguem ao mercado após a atual geração Blackwell, mantendo a estratégia da Nvidia de atualizar anualmente sua arquitetura para inteligência artificial.

Além do hardware, a empresa afirma que Vera Rubin será compatível com o ecossistema de software CUDA e com bibliotecas já utilizadas por desenvolvedores e empresas que executam aplicações de IA em plataformas Nvidia.

Na publicação, a companhia reforça que a demanda por infraestrutura para inteligência artificial continua crescendo em diferentes setores da economia, levando provedores de nuvem, empresas de tecnologia e organizações de pesquisa a ampliarem investimentos em data centers especializados. Nesse cenário, a arquitetura Vera Rubin foi concebida para oferecer a base computacional necessária para suportar modelos cada vez maiores e aplicações de IA mais complexas.

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