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Prévia do Google I/O: 9 coisas que gigante de buscas pode apresentar

O Google está se preparando para lançar novos hardwares, softwares e serviços em sua conferência de desenvolvedores anual, o Google I/O, que começa nesta quarta-feira (27/06) nos Estados Unidos. O encontro estava previsto para ocorrer entre 24 e 25 de abril, mas em novembro a data foi alterada para este mês.

Leia a cobertura completa do Google I/O 2012

O momento escolhido ? duas semanas depois da World Wide Developer Conference (WWDC), feita pela rival Apple -, mostra que a competição está bipolarizada entre as duas companhias, cada uma liderando planos no mercado de smartphones.

Desde que começou, em 2008, o encontro do Google é um evento de dois dias. Neste ele, serão três, o que reflete a expectativa crescente da empresa no ecossistema de desenvolvimento. Os I/Os passados serviram para apresentar iniciativas em torno do Android, Chromebooks, Google Music, hardwares da Google TV e Google Wave.

Aqui estão as expectativas de lançamento:

  1. Android 4.1 Jelly Bean. A nova versão do sistema operacional Android a suplantar o Ice Cream Sandwich 4.0 é conhecida como Jelly Bean 4.1. até então, desenvolvedores esperavam que esta seria a plataforma 5.0, mas informações que vazaram sobre o próprio Samsung Galaxy Nexus no Google Play indicam esta numeração. Como consequência, espera-se que a evolução de um sistema para o outro seja menos substancial. A estrela do Jelly Bean deve ser o Chrome para Android, publicado em versão beta recentemente, em fevereiro.
  2. Google Assistente: a companhia disse preparar uma resposta ao assistente pessoal da Apple, a Siri. a companhia já suporta comando de voz no Android e através do navegador, mas reconhecimento de fala não é a mesma coisa que uma interface baseada em inteligência artificial. O Google Assistente, que segundo informações extraoficiais será chamado de Majel, tende a ser algo mais intuitivo do que os serviços atuais.
  3. Tablet Google Nexus. Por ter adquirido uma companhia fortemente orientada ao hardware, a Motorola Mobility, pode-se imaginar que a empresa tem algum interesse em oferecer dispositivos para rodarem de forma intnegrada com o software. O presidente do Conselho de Administração da companhia, Eric Schmidt, disse em dezembro que a Google I/O apresentaria o primeiro do que seria uma longa linha de hardware sob a marca da gigante de buscas: um tablet de sete polegadas feito pela Asus, para ter preço abaixo de US$ 200 (isso, claro, nos Estados Unidos). Agora, qual o motivo de escolher especificamente esse tamanho? Porque  as vendas por meio da rede mundial de varejo online Amazon provou haver mercado para essa especificação. Além disso, tablets com este tamanho competem menos diretamente com o iPad, da Apple, que tem cerca de dez polegadas.
  4. Computação em nuvem. A empresa falou por muitos anos sobre a plataforma como serviço (Paas, da sigla em inglês) App Engine. Agora, a companhia aparente estar pronta para dar o pontapé no mercado de infraestrutura como serviço. Recentemente, a companhia redesenhou o site para o App Engine sob o título title Google Cloud Platform. Por que fazer isso se a oferta não estiver em expansão? Notícias de mercado apontam que a empresa deve lançar um competidor da Amazon EC2 até o fim deste ano. Esta seria uma ótima oportunidade para o lançamento.
  5. Google Playbox. A empresa testou alguns hardwares orientados a consumidores, que são chamados de nova geração de dispositivos de comunicação pessoal. De forma a evitar que seus parceiros fiquem chateados, é provavelmente algo que não seja nem um smartphone e nem um tablet. O The Wall Street Journal publicou que se trataria de um dispositivo para streaming de música através de casa, algo como o AirPort Express, da Apple.  Tal dispositivo tornaria o Music mais apelativo.
  6. Google TV: a Google TV 2.0 foi apresentada neste ano. Tem um set-top box da Sony e uma televisão da LG. Mas a gigante de buscas precisa de mais para brigar nessa área. não está claro o porquê de a empresa poderia fazer para restaurar a confiança em suas investidas em TV, mas tem de fazer algo. Até mesmo o mais recente parceiro de hardware da empresa, a LG, aparenta ser menos do que comprometido, tendo se juntado recentemente à Phillips para promover a Smart TV Alliance, uma iniciativa que, aparentemente, compete dom o Google. O IT web lembra que a Sony anunciou nesta semana que trará uma Google TV para o Brasil até o fim deste ano.
  7. Project Glass: embora não seja esperado até o próximo ano, o Google pode querer dar aos seus desenvolvedores com uma prévia de seus óculos de realidade aumentada.
  8. Brightly: o engenheiro do Google Mark S. Miller revelou a existência de um ambiente de desenvolvimento baseado em nuvem integrada (IDE), o Brightly, em um post para uma lista de discussão de desenvolvedores em novembro de 2010. A novidade não foi em 2011. Isso mostra que a intenção da companhia é fazer com que a ferramenta continue interna. Porém, se ela fosse disponibilizada para o público geral, a companhia também sairia beneficiada, já que pode ajudar a incentivar o uso de Dart, a alternativa do Google para JavaScript.
  9. Acessórios Android: anunciado no ano passado no Google I/O, o Android Open Accessory Development Kit fornece aos desenvolvedores meios de comunicação sem fio com por meio da plataforma com hardwares externos. Com a conectividade sem fio chegando cada vez mais aos consumidores, como as TVs inteligentes que podem ser comandadas por smartphones e tablets, o Google realmente deveria incentivar seus parceiros a criar acessórios compatíveis com Android.

Saiba mais:

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