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Presidente da Anatel reitera prioridade de expansão do acesso à banda larga no Brasil

O novo presidente da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), Juarez Quadros, que toma posse nesta terça-ferira, reiterou a prioridade de ampliar o acesso à internet banda larga em todo o Brasil. Seu mandato vai até 4 de novembro de 2018. A iniciativa de expandir o acesso à internet, sobretudo além dos grandes centros, vem sendo destacada pelas autoridades nos últimos meses, com apoio do Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações.

Estimativas da Anatel apontam que 75% das residências do país não têm acesso à banda larga. Para Quadros, o número se deve, em parte, à falta de cobertura dos serviços em regiões mais afastadas dos grandes centros. “Nos grandes centros urbanos, há uma gama de serviços prestados: telefonia móvel e fixa, banda larga, conexão em 3G e 4G. Mas ainda há muitos locais sem acesso a todas essas tecnologias. Precisamos mudar isso e levar as telecomunicações para todos os cantos do Brasil”, destacou.

A qualidade do serviço prestado ao consumidor é outra preocupação do novo presidente da Anatel, que promete atuação firme sobre a qualidade da entrega de serviços. “O consumidor tem que ter a percepção de que o serviço prestado é de qualidade. Não é por meio de avaliações técnicas, baseadas em critérios técnicos pré-estabelecidos que vamos medir a qualidade do serviço. O ideal é saber como o consumidor quer ser atendido e vamos buscar essa integração”, afirmou Quadros, lembrando que a rede brasileira de telecomunicações é a quinta maior do mundo, com uma participação de 4% no Produto Interno Bruto (PIB) do país.

Por fim, Juarez Quadros defendeu a aprovação do Projeto de Lei (PL) nº 3453/2015, em tramitação na Câmara dos Deputados, que permite à Anatel alterar a modalidade de licenciamento do serviço de telecomunicações de concessão para autorização. Segundo ele, a medida vai melhorar a qualidade dos serviços e dar mais agilidade aos processos de outorga.

“Precisamos da modernização da legislação para que os serviços possam ser outorgados com mais celeridade e qualidade. O PL resolve a questão das outorgas. Isso dá mais flexibilidade para que as empresas exploradoras possam prestar o serviço com mais rapidez e qualidade, além de chegar a locais onde ainda não está”, completou.

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