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Portais verticais são o futuro do e-business

O estudo avaliou 40 portais verticais durante os quatro primeiros meses do ano tendo como um dos principais parâmetros a viabilidade econômica destes sites. Segundo André Coutinho, consultor da Symnetics que coordenou a pesquisa, os portais verticais, que posseum aplicações especializadas e serviços de alto valor agregado, são aqueles que irão ter os melhores resultados. “Quem simplesmente oferecer o canal de transações não irá sobreviver”. completa.

O trabalho realizado pela Symnetics mostra que os setores industriais mais focados entre os portais verticais são o da construção civil, com participação de 37% do total de portais do gênero, e da área têxtil, que representam 18% deste universo. Os projetos voltados para os setores de química, petroquímica, siderurgia, mineração e automóveis respondem, cada um, por 9% do total dos portais.

De acordo com levantamento da consultoria, os demais segmentos como ofarmacêutico e o de telecomunicações, ainda não têm sua demanda atendida e representam boas oportunidades para novos empreendimentos.

Na avaliação do coordenador do estudo, a maioria dos portais são “cascas”. “Menos de 40% foram qualificados como B2B, com leilão, cotação e pedidos online, afirma.

André Coutinho acrescenta que mesmo as empresas que usam sistemas de gestão não estão preparadas para a nova era transações na Web e ainda enfrentam problemas para integrar as compras eletrônicas.”Menos de 40% foram qualificados como B2B, com leilão, cotação e pedidos online, informa.

Segundo ele, as compras estratégicas – que exigem maior especialidade do comprador e fornecedor, além de regras de preçosexclusivas vão requerer maior estrutura de integração, aumentando o custo de adesão ao market place .A seleção de mercado vai passar por este funil , diz Coutinho.

Para Coutinho, o portal que vai dar certo é aquele capaz de gerenciar toda a cadeia e todo o ciclo das transações. “O ideal é que a iniciativa já comece com parceiros de logística, transporte, serviços financeiros e ofereça outras facilidades para os participantes”, explica.

Quanto ao modelo comercial, o consultor afirma que este também deverá passar por alterações significativas e diz que a receita sobre transações, como é comum entre operadoras de EDI, deve perder sua importância com relação a serviços de maior valor agregado.

Mesmo com todos estes desafios, o estudo mostra que existe uma forte intenção de superar as barreiras. E mais, levantamento junto a 50 empresas mostrou que 45% delas pretende realizar transações online, a maioria no prazo máximo de um ano. Outra conclusão do estudo é a de que os portais que não se adequarem às novas demandas terão que se contentar com o mercado menor dos materiais indiretos e serviços, de mais fácil integração.

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