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Por que hype de realidade virtual está prestes a desmoronar?

Fabricantes de gadgets de realidade virtual imaginam que a tendência irá decolar e que 2016 será o grande ano para a tecnologia. Isso pode ser identificado em afirmações de executivos como Marc Metis, vice-presidente da HTC, fabricante do headset Vive, que diz que a experiência da realidade virtual é “radicalmente diferente que qualquer experiência computacional que você já viveu antes”, disse ele, em entrevista ao Wall Street Journal.
Apesar disso, produtores de conteúdo têm uma visão um pouco diferente do cenário. Para eles, a realidade virtual ainda não está pronta para o horário nobre. Essa diferença de timing pode fazer com que toda a expectativa em torno da tecnologia venha por água abaixo.
Apesar das demonstrações de todas as possibilidades que a RV pode trazer, elas, por enquanto, não passam disso – são demos. Podemos até ter uma porção de novos gadgets chegando ao mercado e grandes empresas desenvolvendo novas tecnologias para deixá-los mais robustos e interessantes, mas a parte de conteúdo disponível para que eles possam ser úteis ainda está muito atrás, como pontua René Pinnell, chefe do estúdio de produção Kaleidoscope VR, o qual hospeda um festival internacional de cinema de realidade virtual.
Outro motivo por ter experiências apenas como demonstrações é o fato de que o modelo de negócios é tão recente que não está exatamente claro – com exceção para games. A escassez de conteúdo significa que ainda não está claro o que funciona e o que não funciona.
As massas, especialmente as que procuram experiências além dos jogos, são suscetíveis de se decepcionar. Pinnell acredita que essa decepção irá continuar até 2018, pelo menos, quando o hardware terá melhorado e haverá conteúdo suficiente para os consumidores em geral .
Para Anthony Batt, cofundador do estúdio de produção de realidade virtual WEVR, software é fundamental e, sem isso, headsets RV servem apenas para demos mirabolantes. “Sempre digo às pessoas que a realidade virtual é emocionante, mas ainda é cedo, e temos de deixar esse processo criativo amadurecer”, afirma.

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