Por que Google e Microsoft passaram a usar neurociência dentro de casa?

A neurociência veio para ficar e está presente em diversos ramos de negócios. Afinal, o cérebro está envolvido em tudo que você faz, pensa, sente e como se relaciona com as outras pessoas.

Por trás disso, há questões importantes e estratégicas nas áreas de marketing, finanças, inteligência artificial e gestão de pessoas. Nos últimos anos, empresas globais como IBM, Microsoft, Google e Facebook decidiram entender o funcionamento dessa máquina tão poderosa do corpo humano para se desenvolver, inovar, engajar e performar melhor.

Segundo Joana Cortez, consultora em desenvolvimento humano da Fellipelli, os departamentos de Recursos Humanos das empresas já perceberam o quanto a neurociência pode promover o aprendizado, impactar no clima organizacional e nos resultados das empresas e, por isso, têm se dedicado a estudar e entender mais sobre o assunto.

“O conceito de liderança mudou muito nos últimos anos. Antes, o líder tinha resposta para tudo e ditava regras. Hoje, ele tem que estar preparado para ensinar a pensar e a desenvolver seus times”, afirma Joana Cortez.

Com um entendimento melhor sobre o funcionamento do cérebro e nosso sistema nervoso, conseguimos um líder mais atual, que é mais empático e consegue desenvolver conversas de qualidade mesmo nos momentos mais desafiadores”, acrescenta a consultora.

O cérebro tem participação fundamental na tomada de decisão. Quando um RH contrata, por exemplo, ele consegue identificar perfis mais adequados às necessidades das empresas. Ele consegue ser mais efetivo na resolução de conflitos, se comunica melhor e, portanto, torna-se mais estratégico dentro da organização.

No atual cenário corporativo, há uma cobrança e uma expectativa de que o departamento de RH seja cada vez mais estratégico e pró-ativo. O RH hoje tem o papel de antecipar movimentos internos, em vez de responder apenas. O RH é muito procurado quando um funcionário tem uma situação difícil para resolver na empresa.

Com base nos aprendizados da neurociência, o profissional de RH pode orientar seus clientes internos a usarem uma abordagem mais amigável ao funcionamento do cérebro dos colaboradores, como por exemplo no momento de dar um feedback negativo para um membro no time. Nesse contexto uma abordagem que foque nos aprendizados e na geração de novos insights vai impactar mais positivamente o cérebro do que focar em entender os problemas.

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