Por que BI e BA são cerne das estratégias de TI em 2018? Especialista analisa

O mercado de TI brasileiro movimentou US$ 38 bilhões em 2017, 4,5% a mais do que no ano anterior, ficando em primeiro lugar na lista de investimentos no setor da América Latina, segundo dados levantados pela ABES (Associação Brasileira das Empresas de Software) e IDC.

Para 2018, a perspectiva é de que o mercado nacional volte a crescer, na casa dos 4,1%, puxado por tecnologias relacionadas a dados, tendo no topo aplicações de Big Data e Analytics, embasadas em Cloud e Mobilidade.

A projeção da ABES é de que os investimentos nestas áreas cresçam ainda mais no segundo semestre deste ano, uma vez que aumenta nas empresas a maturidade ao enxergar a análise de dados como fundamental para transformar informação em valor para os negócios.

E isso perpassa tudo: dados trabalhados em nuvem, dados alimentando estratégias de comerciais omnichannel, dados coletados no mundo físico para dar embasamento a estratégias digitais, dados das interações online para construção de ações físicas.

Conforme o CEO da BIMachine, empresa especializada em soluções de Business Intelligence e Business Analytics, Douglas Scheibler (foto), a ordem é: coletar dados e monetizá-los.

“Claro que não diretamente, há que passar pelo refino das soluções de Business Intelligence e Business Analytics, o que enriquecerá a informação para determinar tomadas certeiras de decisão em cada área do negócio, trazendo ganhos de produtividade, tempo e competitividade desde o chão de fábrica até os setores-cérebro das companhias, como a gestão, o financeiro e o RH”, afirma o gestor.

De acordo com Scheibler, se tudo isso vier com a praticidade da nuvem, desobrigando os clientes de BI e BA de investimentos em infraestrutura para rodagem das soluções, e com a velocidade do mobile, garantindo aos usuários acessar os sistemas e os dados de onde quer que estejam, isso será determinante para escalar o mercado e ganhar posições.

O especialista destaca, ainda, que informações estruturadas e não estruturadas serão o cerne das estratégias, e que tecnologias de BI e BA para lidar com elas já são a principal ferramenta para extrair dos dados o valor a agregar a decisões e ações de negócio.

“Tanto que, ainda em 2018, o mercado de Business Analytics movimentará US$ 965 milhões no Brasil, de acordo com previsão da Frost&Sullivan. É o mundo corporativo entendendo o valor de suas informações e, principalmente, o valor a colher delas para a empresa e para todo seu ecossistema, dos fornecedores aos colaboradores, parceiros e, principalmente, clientes”, afirma o CEO. “Um ecossistema chamado lucratividade, habitado por informação de qualidade, que toda companhia precisa habitar”, conclui.

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