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Por que a IA e os videogames mudarão o futuro do trabalho

A recente vitória da Inteligência Artificial (AI) da DeepMind sobre os jogadores profissionais de StarCraft II pode levar muitos a se perguntarem por que a empresa controladora do Google, a Alphabet, está investindo centenas de milhões de dólares por ano só.

Zach Roesler, gerente sênior da Frog Design, tenta responder em um texto recente publicado no site do Fórum Econômico Mundial.  Segundo ele, enquanto a DeepMind inova em muitos campos, jogos como StarCraft e Go demonstram a capacidade de um computador ser intuitivo.

Nesse caso, a intuição significa que o computador é capaz de agir de forma inconsciente, não racional e rápida , superando o processamento comum para entender profundamente as informações e a situação em questão. Dado que estes jogos têm um número quase infinito de movimentos, os sucessos da DeepMind mostram que a IA está ciente do seu ambiente e de outros jogadores.

Essa intuição é valiosa para além do ambiente de jogo e espera-se que seja replicável em muitos aspectos da sociedade. Será algo com o qual as pessoas eventualmente interagirão diariamente em seus trabalhos. Assim como se pode jogar ao lado do computador em um jogo, o mesmo será possível no local de trabalho.

Ao desenvolver essa tecnologia, a AI melhora por meio da aprendizagem por imitação, que imita as trajetórias passadas e a própria jogada, observando o jogo das pessoas e jogando contra diferentes versões de si mesmo, cada vez mais aprendendo com o melhor jogador de iterações anteriores. É muito parecido da forma como os humanos aprendem, só que a AI aprende muito mais rápido.

Não é tão simples ou direto quanto parece. Uma vez que observa-se um crescente aumento no poder de computação, esse empreendimento mais recente do DeepMind pode ser o projeto de AI de maior escala que já existiu, exigindo uma enorme quantidade de talentos, poder de computação e dinheiro. Sem os recursos do Google por trás, tal realização seria improvável.

Enquanto a DeepMind está focada em pesquisa de AI, outras empresas estão trabalhando para alavancar esse progresso e inovação para criar usos diários, particularmente no espaço da empresa. A AI já é usada pelas empresas para otimizar suas organizações e fornecer dados que influenciam como as funções são desempenhadas.

Ao observar como os jogadores vencem nos jogos, a AI aprende com seus sucessos e fracassos. Da mesma forma, a inteligência artificial será usada para identificar como os funcionários são bem-sucedidos e cometem erros em seus trabalhos. A AI poderá ajudar os funcionários a evitar erros antes que eles aconteçam. Isso pode ser tão simples quanto garantir que todos os aspectos de um formulário sejam preenchidos corretamente ou tão complexos quanto criar a base para o modelo financeiro de um banco de investimento.

Essa tecnologia não removerá completamente o componente humano, mas tem o potencial de automatizar uma parte significativa do trabalho envolvido. Ao observar como os melhores funcionários realizam seu trabalho, a AI poderá criar uma estrutura para como esse trabalho deve ser executado. Assim como a AI em um videogame, que pode observar o comportamento dos jogadores vencedores e usar as estratégias e táticas mais eficazes para ganhar o jogo.

A diferença, claro, é que a vida real não é um jogo. As pessoas ainda desempenharão um papel importante em todas as funções de um negócio. O mundo real muda constantemente, e isso requer que alguém se certifique de que qualquer estrutura criada por AI seja adequada para circunstâncias particulares.

Ao mesmo tempo, até mesmo os videogames são dinâmicos e sujeitos à variações, e a DeepMind demonstrou que a AI é capaz de reagir e se destacar em condições variáveis. Os avanços em AI da DeepMind até agora têm sido usados ​​para ajudar médicos e pacientes, por isso será emocionante ver como as últimas vitórias em jogos transformarão outros setores e outros empregos.

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