Polícia filipina tem nova teoria para o caso Loveletter

Pelos dados do Birô Nacional de Investigações (NBI, em inglês), a fonte de disseminação mundial do vírus estaria localizada nesse apartamento. A polícia, no entanto, não encontrou qualquer computador em meio aos 17 ítens apreendidos no local.
No disquete investigado, a polícia percebeu rastros de uma variante do vírus Loveletter em arquivos já apagados. O vírus encontrado teria suposta autoria de Michael Buen, um dos principais suspeitos de participação na criação do programa.
Segundo a polícia, um dos arquivos do disquete continha uma ameaça assinada por Buen com o seguinte texto:se até o final do mês eu não conseguir um emprego estável, vou espalhar um terceiro vírus que irá remover todos os documentos do disco rígido. Brincadeira à parte, aponta como novo indício.
Mas os investigadores não acreditam que Buen esteja sozinho na empreitada. Ele é amigo pessoal de outro suspeito, Onel de Guzman, o primeiro a ser detido para investigações. Ambos estudaram na AMA Computer College e fazem parte de um grupo de jovens estudantes universitários que cria e vende projetos de computador para colegas. Buen declarou à imprensa ser inocente da autoria e disseminação do vírus.
Mas não convenceu a polícia. Acredita-se que dos possíveis 40 envolvidos no caso, 30 deles façam parte do grupo, conhecido como Grammersoft. Mas, de fato, as evidências até agora encontradas não permitem conclusões definitivas.
