Pokémon Go foi lançado há menos de um mês no Brasil e já virou febre entre jogadores. Com a popularidade, o game também atraiu atenção de cibercriminosos, que usam o título para aplicar ataques.
Mais de 120 mil ataques usando o nome do jogo já foram detectadas pela empresa de segurança PSafe. Ao todo, mais de 300 tipos de ameaças distintas foram encontradas.
Entre os principais registros feitos pela PSafe estão malwares que fingem ser guias de como jogar; buscadores de Pokémon, os quais prometem oferecer mais Pokéballs, Pokécoins, entre outros itens; ameaças que tentam inscrever usuários em serviços de SMS pago; direcionar a vítima para o download de outros apps, etc. Há, inclusive, diversos falsos apps na Google Play e aplicativos maliciosos com o mesmo nome do jogo verdadeiro, que tentam confundir o usuário.
Um dos vírus mais graves encontrados pelo time de Segurança da PSafe é o ransomware Pokémon.ScreenLocker, o qual solicita autorização de administrador e bloqueia a tela do smartphone, impedindo que o usuário consiga acessar qualquer funcionalidade do aparelho. Nem mesmo comandos para desligar o celular são acionáveis. A única forma de desbloqueio é pagar um valor de resgate para o cibercriminoso. Após o pagamento, o celular é desbloqueado e o usuário pode acessar as funcionalidades novamente.
Um alerta para os desavisados é ficar atento às permissões solicitadas pelo malware durante a instalação. Ações como “envio de SMS”, “Notificar o app toda vez que o sistema inicializar”, “permitir a criação de janelas do app em todos os outros aplicativos do usuário”, “acesso às redes”, “criar e apagar sistemas de armazenamento de conteúdo”, entre outros.
A dica da PSafe para se proteger é sempre baixar apps de lojas oficiais, como a Google Play. E, ainda assim, conferir se o aplicativo é verdadeiro. É importante ler a descrição com atenção, checar comentários, desconfiar de apps que prometem itens extras em jogos, etc.
Também é recomendado manter um antivírus certificado instalado no smartphone.
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