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PNBL precisa focar no longo prazo, defende especialista

Depois de muita conversa, o Plano Nacional de Banda Larga ganha contornos reais. O interesse público para tratar a questão mostra a importância de popularizar a internet no País. Eduardo Tude, presidente da consultoria Teleco, acredita que um plano deste tipo precisa focar no longo prazo e atacar problemas estruturais brasileiros. “Para se ter banda larga de velocidade alta, que no futuro aguente 100Mbps, precisa construir infraestrutura de fibra ótica”, opina o especialista, que na hora da entrevista não tinha acesso a detalhes do plano proposto pelo governo.

Sobre a transferência da gestão do Plano à Telebrás, acredita que o impacto da estatal no primeiro momento será pequeno. “Tem muitas coisas que poderiam ser feitas de outras maneiras”, cita, acreditando em soluções sem a presença do Estado para conduzir o assunto. “Não acho que desequilibra a balança da concorrência, pois vai oferecer backbone a alguns locais”, comenta, para completar: “O problema na banda larga é investimento em infraestrutura e com essas medidas não vejo esses investimentos”.

“O plano de banda larga é fundamental”, defende Luis Minoru, diretor de consultoria da PromonLogicalis. “Mas primeiro é preciso entender o desenho que eles imaginam, pois há varias opiniões distintas que revelam entendimentos diferentes.” O executivo deixa um monte de questionamentos no ar: “Quanto do orçamento será para infraestrutura, marketing e gente (quantas contratações previstas)? Haverá terceirização de serviços? Metas?”, escreveu em sua página no Twitter.

Projeções

A estimativa para viabilizar o Plano estima que a linha de crédito do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) chegue a R$ 6,5 bilhões para financiamento e compra de equipamentos de telecomunicações de tecnologia nacional, e de R$ 1 bilhão de financiamento para micro, pequenos e médios prestadores de serviços de telecomunicações e lan houses, por meio do cartão BNDES.

Além disso, R$ 3,75 milhões correspondem à isenção da alíquota de Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) para equipamentos de telecomunicações com tecnologia nacional. Atualmente, esses aparelhos têm redução de 95% do IPI. A capitalização da Telebras será de R$ 3,22 bilhões.

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