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Planejamento de Big Data: comece devagar, deixe crescer

?É o começo que interrompe muita gente?, a citação geralmente atribuída a um anônimo é a que eu mantenho em mente quando peno para iniciar um projeto. Seja pesquisando para comprar um carro novo ou buscando motivação para voltar a jogar tênis, o passo mais difícil é sempre o primeiro.

Para a TI corporativa, projetos de Big Data sofrem do clássico começo difícil. As empresas se assustam quando planejam demais e insistem em manter os planos. Big data não se adapta a esquemas passo-a-passo e uma linha de chegada pré-determinada, de acordo com Phil Simon, autor do livro Too Big to Ignore? The Business Case for Big Data.

?Hadoop e outras soluções de big data representam uma abordagem fundamentalmente mais flexível, ad hoc e orgânica ao modelo de dados?, escreve Simons. ?Atender a necessidade do negócio é mais importante do que seguir modelos pré-definidos. Não é preciso começar com o fim em mente?.

Antes de mergulhar nas profundas águas da implementação de big data, pense nas seguintes dicas sobre como começar, crescer organicamente e construir condições favoráveis, retiradas do livro de Simon e de um recente relatório sobre pesquisa de Big Data da InformationWeek EUA.

Mire nas pequenas vitórias

Nem todo projeto de Big Data exige que o CIO apresente RFP e destine milhares de dólares. A beleza de um software como o Hadoop, em código aberto, escreve Simons, é que permite que a organização utilize big data de forma orgânica e por um preço acessível.

?Por que não começar com investimentos razoáveis em hardware, software e pessoal extra??, escreve Simon. ?E não se esqueça de que as soluções em nuvem podem, essencialmente, eliminar a necessidade por compras de hardware e upgrades?.

Pense em termos de objetivos alcançáveis e de curto prazo. Quando se trata dos clientes da empresa, escreve Simons, o básico inclui a reunião de dados desestruturados sobre clientes atuais e passados para prever quais produtos ganharão tração, aprimorar o entendimento sobre comportamento de clientes em seu website para reduzir rotatividade de cliente e reter os mais importantes; e aprimorar o design do website de sua empresa e a oferta de produtos com base em comportamento de cliente e métricas específicas de tráfego web, para entrar em contato com clientes que estão a ponto de desertar (sem incomoda-los, é claro).

Quando se trata de funcionários, reúna mais dados estruturados sobre os atuais e passados para prever quais deles serão bem sucedidos; reúna dados desestruturados como avaliação de desempenho e observações de entrevista de saída para minimizar más contratações e demissão de funcionários; e aprimore a compreensão de sua força de trabalho atual por meio de dados estruturados e desestruturados para se comunicar de forma proativa com funcionários de valor que estão pensando em deixar a empresa.

Mantenha a cabeça aberta e deixe o plano evoluir

É bem possível que depois de se concentrar nos dados certos, você receba alguns resultados inesperados. Mantenha a cabeça aberta sobre o que as análises de big data podem revelar.

Por exemplo, o livro de Simon cita que o pioneiro do Big Data, Wal-Mart, aprendeu em 2004 sobre a preparação de inventário para o caso de furacões. A lógica ditava que as lojas deveriam manter em estoque muitas baterias, lanternas, comida enlatada e garrafas d?água. Quando a análise de dados confirmou esse pensamento, a Wal-Mart descobriu, também, que os produtos menos óbvios sofriam uma ascensão nas vendas imediatamente antes de grandes tempestades.

?Não sabíamos, por exemplo, que as vendas de Pop-Tarts sabor morango aumentavam até sete vezes as taxas normais de vendas antes de um furacão?, disse a ex-CIO da Wal-Mart, Linda Dillman, citada no livro. ?E o item mais vendido antes de um furacão era cerveja.?

Um exemplo mais recente de insight de Big Data é a Netflix, considerada pioneira pela forma como analisa dados de usuário (metadata) como avaliação de filmes, horas de vídeo transmitidos e geolocalização e dados de mídias sociais para compreender hábitos de consumidor. No ano passado, a empresa descobriu que 500.000 assinantes Netflix assistiram aos 13 episódios da quarta temporada da série Breaking Bad, da AMC, um dia antes da estreia da quinta temporada, dando a empresa um novo grau de consciência sobre períodos e picos de atividade.

Cultive especialistas internos de Big Data e espalhe a notícia

Existe uma carência de especialistas em Big Data, como confirma a pesquisa Staffing realizada pela InformationWeek EUA, portanto, as empresas devem cultivar essa especialidade internamente.

?Você já tem talento dentro de sua organização ? apenas não sabe disso?, escreveu o contribuinte da InformationWeek EUA e presidente do Yeoman Technology Group, Mike Healey, em um relatório da InformationWeek Research, de Novembro de 2012, intitulado ?6 Big Data Lies?. ?Pense que 39% das organizações entrevistadas têm analistas departamentais como principais usuários das informações. Tire essas pessoas dos silos departamentais e comece a movimentá-las para ter uma visão mais holística dos dados. Ficará impressionado com o quão detalhadas as análises têm sido?.

O treinamento de big data para funcionários técnicos e não-técnicos está crescendo. A gigante do armazenamento, EMC, por exemplo, oferece treinamento de ciência de dados e análise de big data e programa de certificação tanto para funcionários quanto clientes.

?Ter alguns especialistas não vai adiantar de nada?, escreve Simon. ?Todos os dias, funcionários precisam ficar mais e mais à vontade para trabalhar com dados. Assim como habilidades de comunicação, a proficiência em dados e análises deve se tornar uma habilidade obrigatória?.

No entanto, cultivar especialistas de dados internamente consome tempo, e muitas empresas preferem compra-los a cultiva-los. Se recorrer ao mercado, seja rápido. Especialistas em big data não ficam muito tempo à disposição do mercado. Portanto, Simon recomenda que as empresas ?mirem, agressivamente, em cientista de dados recém-formados?.

Conforme o mantra do big data se espalha pela empresa, lembre-se que nem todos irão ouvir. Mas não dê atenção aos negativistas, escreve Simon.

?Quando sua organização passar a abraçar big data e a ver os benefícios, é possível que outras irão segui-la?, disse ele. ?Uma parte essencial disso é divulgar o uso de novas ferramentas, dados e mentalidades nas intranets e redes sociais da empresa?.

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