Perspectivas para a IPTV

Diego Bubillo, analista da consultoria, acredita que a primeira condição para que os serviços de IPTV façam sucesso na região é sua oferta no modelo triple play, ou seja, combinada com serviços de voz e dados. “De outra maneira, a IPTV não representará para os clientes uma opção atraente frente tecnologias já existentes como a televisão satelital e a TV a cabo, afirma o analista.
Outra barreira apontada pelo estudo como significativa para o desenvolvimento do serviço, especialmente em países como o Brasil, o Chile e o México, é a questão regulatória. Finalmente, a infra-estrutura de banda larga existente pode ser fator limitante do IPTV, já que as velocidades de acesso oferecidas atualmente, em sua maioria, não podem suportar esse tipo de serviço.
Tecnologia madura?
Enquanto os países latino-americanos discutem modelos de negócio e questões regulatórias, muitos países desenvolvidos estão dando um passo para trás. De acordo com um estudo da Pyramid Research, há uma confusa dicotomia em relação ao IPTV observada em diversos países da Europa. Enquanto players como Free Telecom e FastWeb oferecer o serviço para milhões de assinantes, outras como a australiana Telstra desistiu de oferecer a novidade, e outras como Swisscom e SBC adiaram seus lançamentos para 2006.
De acordo com o instituto, o que acontece é que a primeira geração do IPTV está pronta e funcionando. Mas a segunda geração – promovida pela Microsft e que seria usada pela Telstra – está apenas começando. Vai depender de cada mercado utilizar a primeira ou a segunda geração de IPTV a contento.
