Já virou regra em estudos internacionais a telefonia móvel brasileira ser apontada como uma das mais caras do mundo. Só a carga tributária que incide sobre o serviço já é algo que dificulta a comparacão com outro países. Mas, referendada por um estudo produzido pela Teleco, a Vivo afirma que não é correto dizer que usar celular no Brasil é caro.
“Se os preços fossem tão elevados, como chegaríamos a 190 milhões de celulares?”, indaga Roberto Lima, presidente da Vivo. O executivo lembra que os estudos internacionais, como da UNCTAD, não leva em consideração bônus e promoções, que costumam baratear bastante a tarifa pré-paga, por exemplo. “Tem usuário com quatro chips na carteira para aproveitar promoções”, aponta. Lima diz ainda que é muito complicado comparar o Brasil com outros mercado como o indiano, pelo nível de exigência que se observa por aqui, até pela forma como o setor é regulamentado. Para ele, o País optou pela qualidade e por isso nível de serviço é maior, assim como a disponibilidade de atendimento pelos call centers.
De fato, o estudo da Teleco revela que, por conta da competição acirrada entre as telco, o preço médio do minuto pré-pago, em virtude das promoções agressivas, sai por R$ 0,10, nos estudos internacionais, considera-se R$ 1,40 o minuto, que é a tarifa cheia. O fato de o Brasil ter quatro grande operadoras com share parecido, é outro fator que favorece esse barateamento das tarifas, derrubando o mito internacional de que, por aqui, telefonia móvel é algo muito caro. Pelas contas da consultoria, a cesta média do brasileiro fica em média R$ 35 e não R$ 240, como aponta a UNCTAD. Mesmo quando se avalia a questão do SMS, que ainda tem uso baixo no Brasil, o estudo aponta distorções, já que as pesquisas internacionais consideram o valor de R$ 0,39, quando a maioria dos clientes compra por pacote, pagando, em média, R$ 0,10.
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