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Para onde vai o m-commerce?

Hoje, os usuários de celular CDMA podem acessar sites bancários e de conteúdo como notícias e informações sobre trânsito. Mas nada além disso. As operadoras e os fabricantes estão prometendo aplicações revolucionárias, mas por enquanto não há nada concreto.

“O que devemos deixar claro para os clientes é que Internet no celular é muito mais limitada do que no PC. Se isso não for transparente, o usuário vai se decepcionar. As aplicações ainda estão sendo desenvolvidas”, explica Ricardo Grau, diretor de marketing da Telemig Celular.

Ele adianta que a operadora mineira fechou parceria com a W-Aura, empresa especializada em soluções para Internet móvel criada pelo Opportunity e pela TIW, e que se prepara para lançar em novembro serviços de m-commerce. “O projeto ainda está sendo definido, mas vamos criar algo dentro do portal Telemig”.

Grau ressalta que, no futuro, o usuário-padrão de celular com tecnologia WAP será o mercado corporativo. “O usuário final não vai precisar desta tecnologia, elas podem usar SMS (short message) para conversar. Quem vai precisar acessar um banco de dados são, vendedores, por exemplo”.

Bruno Wahrsager, gerente de serviços e Internet da Telefônica Celular, discorda. “Teremos 300 mil usuários até o final deste ano e isso é só o começo. Brasileiro adora tecnologia e, com certeza, vai adotar a novidade”. A Telefônica Celular diz que vai aguardar o mercado se estabilizar para saber o que as empresas desejam e então lançar as aplicações para este mercado.

A operadora do interior de São Paulo Tess já está desenvolvendo, junto com a Ericsson, serviços de localização do usuário que poderão ser utilizados para promoções. Segundo Marco Aurélio Quatorze, gerente de novos negócios da Tess, as aplicações de m-commerce deverão ser fáceis de usasr. “Se o cliente tiver que ligar para uma central para pedir autorização e esperar uma chamada de confirmação vai logo desistir”, completa.

A única operadora brasileira que já tem aplicações funcionando de m-commerce é a Telesp Celular. Com o serviço Waap da empresa, o usuário pode comprar passagens aéreas da TAM e fazer supermercado através do portal Amélia.com do Grupo Pão de Açúcar. “Estamos investindo em conteúdo e aplicações porque este mercado vai crescer”, afirma o presidente da companhia, Abílio Ançã Henriques.

Lucian Hayashi, analista do Yankee Group, acha a difusão desta tecnologia é uma questão de tempo. “Estamos numa fase inicial de desenvolvimento de portais e adaptação de tecnologias. A tela dos celulares é pequena e desagradável de navegar. Além disso, não existe um protocolo de segurança padrão. Por isso, acho que este mercado só vai explodir daqui a um ano aproximadamente”. Mas ele ressalta que existe mercado para o m-commerce. “O WAP Fórum está discutindo aplicações para usuários finais e para empresas”, completa.

Cautelosa como a análise do Yankee é a posição da BCP, operadora da banda B de São Paulo que está aguardando o lançamento de aparelhos WAP TDMA. “Nossos planos não incluem comércio nem serviços de localização. O mercado precisa evoluir”, afirma Pablo Larrieux, diretor de desenvolvimento de produtos da companhia.

Ele diz que ainda não existem aplicativos de localização que funcionem bem. “Não adianta fazer uma propaganda do que existe no bairro, tem que ser algo num raio menor, em torno de cem metros, como o que está sendo desenvolvido nos Estados Unidos pelo serviço 911”, defende. Por enquanto, quem comprar estes celulares tem acesso à informações, notícias e promessas de soluções incríveis.

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