Para Monsanto, data e analytics são o futuro da agricultura

Puxado por uma supersafra, o Produto Interno Bruto (PIB) da agropecuária registrou crescimento de 13,5% no ano no Brasil, até julho, segundo o Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea). A expectativa do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) para o setor em 2017 é altamente positiva o faz o setor comemorar.

Esse segmento, tão importante para o cenário nacional e para muitos países, não poderia, portanto, ficar de fora quando o assunto é tecnologia. Por isso que, na visão de Troy Crites, líder global de arquitetura de BI da Monsanto, data e analytics são o futuro da agricultura.

Com uma cultura alimentada pela inovação, a Monsanto acredita que os dados são o combustível do futuro. E esse futuro não está tão distante quanto se pensa. Ele lembrou que a sociedade passa por profundas mudanças, como crescimento exponencial da população, que em 2050 será de 9,6 bilhões de pessoas, sendo 70% desse montante vivendo em cidades. “Nesse cenário, uma coisa é clara: precisamos ajudar fazendeiros a aprimorar suas produções”, disse, acrescentando que essa é a missão da Monsanto.

“A ideia de prover dados para fazendeiros para extrair máximo valor e sustentabilidade chega com força total. No nosso caso, queremos digitalizar toda a experiência do agricultor, usando sensores e robótica para gerar insights rapidamente”, comentou o executivo, citando que, atualmente, a empresa usa tecnologia da Teradata para manter a eficiência de custos e a reputação com clientes.

Além do tradicional

Segundo ele, neste momento, a Monsanto está levando a solução da Teradata para a nuvem da Amazon Web Services (AWS) em busca de elasticidade. “Além disso, por meio de APIs, vamos aprimorar a forma que nosso time consome dados. Isso nos dá oportunidade de ter consistência, redução de custos e benefícios múltiplos.”

O executivo apontou que os benefícios do analytics já estão por todos os lados na Monsanto. Como exemplo, ele citou o time de facilities, que usa analytics para tornar seu sistema de gestão empresarial mais amigável, e a área de supply chain, que criou um painel com dados em busca de benefícios como eficiência de custos. Além da equipe de produtos, que entende que tipo de semente funciona melhor em cada solo.

Por fim, o executivo lançou o desafio de fazer os participantes refletirem sobre as mudanças geradas pelos dados. “O que você está procurando resolver? Quais as oportunidades que os dados proveem? Eu desafio vocês a pensarem nisso”, finalizou.

*A jornalista viajou a Anaheim, na Califórnia, a convite da Teradata

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