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Para avançar no desenvolvimento de smart grids no Brasil é preciso regulamentação

Para avançar no desenvolvimento de smart grids (redes elétricas inteligentes) no Brasil é preciso regulamentação, afirma o coordenador-geral de Tecnologias Setoriais do Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações, Eduardo Soriano.
Segundo ele, com a fusão do MCTI com o Ministério das Comunicações, a nova pasta reúne os principais pontos para desenvolvimento de tecnologias voltadas para o segmento.
“Esse tema é muito importante porque, hoje em dia, a regulação e o desenvolvimento tecnológico, além da questão industrial, andam juntos”, explicou Soriano. “Dentro do MCTI, temos um setor de energia que trabalha com essa temática e agora também temos a questão das telecomunicações, que trabalha com smart grids. Ou seja, o tripé do setor está no mesmo ministério, em termos de inovação, em termos de alavancar esse assunto no Brasil.”
Soriano participou da abertura do Seminário Internacional de Regulação em Smart Grids (ISGRes 2016) que reúne, em Brasília (DF), especialistas para discutir a regulação das redes elétricas inteligentes.
Uma das dificuldades apontadas é a transição do atual modelo de transmissão de energia e as redes elétricas inteligentes. Para o diretor do Departamento de Gestão do Setor Elétrico do Ministério de Minas e Energia (MME), Marcos Franco Moreira, é preciso encontrar um modelo eficiente para não aumentar custos na conta de energia elétrica dos cidadãos.
“Todo processo de mudança de tecnologia tem um desafio de engenharia econômica que precisa ser feito. Precisamos encontrar uma equação de como mudar essa tecnologia sem pressionar as tarifas de energia elétrica. É um desafio mudar uma tecnologia existente há um século para uma nova”, observou.
Segundo a representante da Delegação da União Europeia no Brasil, Claudia Ginter Stoffer, ações voltadas para instalação deste tipo de tecnologia podem reduzir as emissões de gases causadores do efeito estufa. “A implantação de redes elétricas inteligentes pode reduzir as emissões da União Europeia em até 9%”, destacou.
Claudia enfatizou ainda o potencial de economia energética nas casas dos europeus. O plano traçado pela liderança do bloco é substituir medidores de eletricidade por contadores inteligentes nos próximos anos. “O consumo anual doméstico deve se reduzir em montante semelhante à redução das emissões. Em 2020, espera-se que até 72% dos consumidores europeus tenham medidor inteligente de energia elétrica.”
*Com informações do MCTI

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