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Para Assespro-PR, fim de boleto sem registro vai dificultar e encarecer cobrança para empresas de TI

Desde junho deste ano, os bancos deixaram de oferecer a novos e atuais clientes a cobrança sem registro para boletos. De acordo com decisão da Federação Brasileira de Bancos (Febraban), até o final de dezembro de 2016, as atuais carteiras de cobrança sem registro vão ser migradas para a modalidade registrada.

A Febraban diz que a novidade vai garantir segurança e oferecer vantagens aos clientes. Mas a maior parte das empresas de tecnologia da informação utiliza a cobrança sem registro e essa mudança vai aumentar custos de operação e gerenciamento de cobranças e até de atualização de sistemas, de acordo com relatos de associados da Assespro-Paraná, que representa empresas de TI.
Na visão de Edney Marcos Mossambani, sócio da empresa Accion e presidente da entidade Software by Maringá, um dos grandes problemas está no comércio eletrônico, que apresenta crescimento expressivo, ano a ano, e poder ser prejudicado com a obrigatoriedade da cobrança registrada.

Segundo ele, o consumidor, geralmente, ganha descontos de até 5% para compras pagas com boleto. Mas a cobrança não é registrada porque pode haver desistência. “Com uma cobrança registrada, perde-se agilidade e os custos aumentam”, argumenta Edney.
Para Rui Suzuki, sócio da Central Server, também alerta para dificuldades na compra de serviços pela internet. Ele explica que quando o cliente quer alterar algo na contratação, deve ser feita alteração de boleto e isso vai representar um aumento de custo em todas as operações.
Edney Mossambani também questiona alegações de maior segurança nas cobranças registradas: “não evitam, por exemplo, casos de cobranças em cartório de boletos referentes a dívidas que não existem”.
No caso de Suzuki, que trabalha com a oferta de serviços de computação em nuvem para hospedagem de sites, a cobrança registrada gera inflação e tem impacto muito grande sobre os valores cobrados. “Temos muitos clientes que pagam faturas perto de R$ 20. Se o boleto tiver um custo, por exemplo, de 5 reais, é uma carga violenta. É mais do que 20% do valor pago. Se alterar um boletim fica mais caro ainda. Infelizmente, precisaríamos jogar esse custo para o cliente final. Aumenta o custo Brasil e também aumenta a inflação.”

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