Para 85% das empresas uso de inteligência artificial aumenta a produtividade

As empresas já estão sentindo os impactos da inteligência artificial. É o que indica o estudo Modernização de TI: do crítico à transformação digital, realizado pela Vanson Bourne, empresa de pesquisas de tecnologia. De acordo com o levantamento, entre as ferramentas de maior demanda estão a automação de processos utilizando robôs (63%), a automação inteligente (61%) e a automação cognitiva (59%). O aumento da produtividade (85%) e a redução de custos (62%) são os dois principais fatores que influenciam as organizações a implementarem IA.

“Para as empresas, o uso de inteligência artificial não é uma opção futurista, mas uma realidade que pode ser decisiva em termos de competitividade”, diz o consultor Cezar Taurion, sócio e head de transformação digital da Kick Ventures. Segundo ele, trata-se de uma das tecnologias mais poderosas atualmente, que pode gerar grandes mudanças nos modelos de negócio e na forma como as atividades são desempenhadas.

A IA  permite que as companhias entendam melhor o cliente, analisem os dados disponíveis e criem experiências cruzando diversas informações em uma única ferramenta. Nas instituições bancárias, por exemplo, pode auxiliar na extração e estudo de imagens em ATMs (caixa eletrônicos), detectando atitudes suspeitas; no setor de seguros, pode analisar fotos de veículos acidentados, identificando as partes do carro que foram afetadas e o grau de dano; e no varejo pode apoiar no atendimento ao cliente por meio dos chatbots. Na Macy’s, uma das maiores redes de lojas de departamento, os consumidores podem pedir orientações sobre produtos ou departamentos por meio de um aplicativo. A partir do tom de voz usado, a loja identifica se o cliente está satisfeito ou inseguro com a compra e envia um vendedor para auxiliá-lo.

Mas, para ter sucesso com a tecnologia, é necessário entender as implicações das máquinas, ou seja, como podem aprender, conduzir interações humanas e se engajar em funções de alto nível. “As empresas precisam identificar o que as máquinas podem fazer melhor do que os seres humanos e vice-versa, desenvolver papéis e responsabilidades para cada um e redesenhar os processos de acordo com a intensidade de aplicação da IA”, ressalta Taurion.

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